São Paulo - O Corinthians segue invicto na temporada e está muito perto de garantir vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Mano Menezes finalmente viu sua equipe ganhar um clássico: venceu ontem o Santos por 1 a 0, gol de Dentinho, numa bela apresentação de sua equipe. Mas o que era para ser uma tarde de festa no Pacaembu, infelizmente, acabou com cenas de vandalismo, briga dos santistas com a Polícia Militar, corre-corre de corintianos e o presidente Marcelo Teixeira incitando a violência. A confusão durou cerca de 15 minutos, até o Pacaembu ser esvaziado.
Agora, a equipe do Parque São Jorge possui 33 pontos na segunda colocação, e o time da Vila Belmiro soma 27 pontos na quinta posição. O líder da competição é o Palmeiras, que ao empatar por 1 a 1 ontem com o Guaratinguetá foi aos 37 pontos e se vê agora a apenas quatro do arquirrival.
O blefe de Mano em usar três atacantes estava desfeito com a confirmação de Boquita. Jorge Henrique ficou no banco. Do lado santista, escalação surpreendente de três atacantes, treinada às escondidas na sexta-feira: Roni, Kléber Pereira e a jovem estrela Neymar, de 17 anos e futebol de gente grande.
O segredo dos técnicos não era o foco principal na partida. Os olhares estavam para dois atacantes, o Fenômeno Ronaldo e sua chuteira branca e o menino Neymar, calçando um verde limão.
Nos pés desta dupla estavam depositadas as maiores esperanças de triunfo. Mas, bem marcados, eles quase não apareceram nos primeiros 45 minutos. Um chute perigoso a gol de cada. Quem apareceu na fase inicial mesmo foi Dentinho, autor do gol do jogo, numa cabeçada aos 15 minutos. O Corinthians foi para o intervalo sob aplausos. O Santos, na bronca com a arbitragem.
Logo aos 9 da etapa final, Neymar teve a chance da consagração. Na cara de Felipe, parou no goleiro. Quatro minutos depois deixou o campo, vaiado, para dar lugar a Madson. Ronaldo também falharia, aos 11 e aos 12. Foi substituído aos 36, aplaudido de pé numa cantoria ensurdecedora.
Naquele momento, o Corinthians já administrava a vantagem e o Santos esbarrava num paredão defensivo. A ''ola'' e os gritos de ''olé'' foram a forma de o corintiano voltar a festejar o primeiro triunfo em um clássico desde 2007, quando venceu o São Paulo por 1 a 0, gol de Betão, jogo que acabou não ajudando a evitar a queda para a Série B. De lá para cá, foram cinco jogos contra seus principais rivais, com dois empates diante do São Paulo, uma derrota e um empate diante do Palmeiras e uma derrota para o Santos.


EM SÃO PAULO

Corinthians 1

Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias (Fabinho), Boquita e Douglas; Dentinho (Morais) e Ronaldo (Jorge Henrique). Técnico: Mano Menezes

Santos 0

Fábio Costa; Luizinho (Pará), Fabão, Fabiano Eller e Triguinho; Germano, Rodrigo Souto e Lucio Flavio (Paulo Henrique); Neymar (Madson), Roni e Kléber Pereira. Técnico: Vagner Mancini

Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Renda: R$ 1.047.750
Público: 33.356 pagantes
Gol: Dentinho (16 do 1º)

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