Corinthians bate rival e encerra tabu
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domingo, 07 de outubro de 2007
Folhapress 
São Paulo - Foram 13 jogos e mais de quatro anos sem vencer o rival, mas o Corinthians enfim conseguiu superar o São Paulo. Ontem, coube ao zagueiro Betão, um dos mais criticados do atual elenco, acabar com esse longo jejum. Com vitória de 1 a 0, no Morumbi, o time de Parque São Jorge encerra uma sequência negativa e volta a respirar no Nacional.
De quebra, vê o líder São Paulo encontrar seu segundo revés consecutivo - antes, perdeu para o Flamengo, por 1 a 0, no Rio. Apesar disso, o time do Morumbi permanece com folga na liderança, ainda com 63 pontos.
Já o Corinthians, que ainda não tinha vencido na era Nelsinho Baptista, chega aos 37 pontos e só não melhorou sua posição por causa da vitória do Atlético-MG diante do Sport - os mineiros somam 37 pontos e levam vantagem no critério de vitórias (10 contra nove dos paulistas).
Mas o resultado mostra um time com mais disposição e que já havia conquistado um empate diante do Fluminense, com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo. No próximo sábado, tentará sua segunda vitória seguida na competição contra o Internacional, em casa. No mesmo dia, o São Paulo, por outro lado, enfrentará o Fluminense, no Rio.
No duelo de ontem, as duas equipes tiveram novidades de última hora em suas escalações. No São Paulo, Dagoberto, com uma contratura muscular, foi vetado. Em seu lugar, Muricy Ramalho escalou Aloísio. Já no Corinthians, Nelsinho Baptista optou por começar o clásico com Carlão entrou no meio-campo e, assim, fortalecer a marcação.
Ao longo de quase toda a partida, o São Paulo se mostrou mais organizado em campo e foi a equipe que criou as principais oportunidades. Já o Corinthians demonstrou a mesma afobação de outros jogos e chegou ao seu gol no final, aos 41min, com Betão, que participou de todo o jejum do elenco de Parque São Jorge.
O que se viu no primeiro tempo foi uma amostra do que as duas equipes apresentaram ao longo desse Brasileiro. De um lado, um São Paulo tranquilo, que aplicou forte marcação e buscava sair com velocidade para o ataque. Do outro, um Corinthians que priorizou o setor defensivo e quase não criava com seu isolado atacante Finazzi.
Assim como ocorreu nas outras partidas, os defensores são-paulinos conseguiram anular as principais peças do rival. O time do Morumbi também teve oportunidades para abrir o placar, mas sua finalização estava aquém do esperado. Em cobrança de falta, o goleiro Rogério Ceni, por exemplo, tentou aos 40min, mas Felipe espalmou para escanteio.
Se não foi eficiente no ataque, também não foi exigido em sua defesa. O que se viu desde o começo foi um elenco corintiano mais preocupado em não levar gols. Por isso, o técnico Nelsinho Baptista organizou uma equipe mais marcadora. Com três zagueiros e três volantes. Apenas Héverton e Finazzi tinha liberdade para criar. Fizeram pouco.
Numa das raras chances, aos 19min, Carlos Alberto chutou e exigiu uma defesa até certo pónto difícil de Rogério Ceni. O goleiro, aliás, sentiu uma fisgada em sua perna e quase foi substituído pelo jovem Fabiano.
Logo no início do segundo tempo, o volante Carlão caiu na área corintiana e ficou inconsciente durante um bom tempo. De acordo com o médico Paulo Faria, o jogador sofreu um trauma craniano e foi transferido para o Hospital São Luiz para realizar uma bateria de exames.
Em seu lugar entrou o veterano Vampeta, vaiado pela torcida são-paulina sempre que tocava na bola. Além disso, o Corinthians perdeu sua marcação. Exemplo disso foi a oportunidade criada por Borges, aos 11min. Livre, o atacante dominou, mas chutou por cima. Quatro minutos mais tarde foi a vez de Richarlyson chutar de fora da área e quase abrir o placar.
Quando a partida caminhava para o empate, Betão fez o gol da vitória corintiana. Aos 41min, após cobrança de falta de Gustavo Nery, Fábio Ferreira escorou e Betão completa para o gol. Era o fim do jejum de mais de quatro anos sem vitória diante do rival.
EM SÃO PAULO
São Paulo 0
Rogério Ceni; Alex Silva, Breno e Miranda; Richarlyson, André Dias, Hernanes, Souza e Jorge Wagner; Borges (Diego Tardelli) e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho.
Corinthians 1
Felipe; Zelão, Betão e Fábio Ferreira; Iran, Moradei, Carlos Alberto, Heverton (Lulinha), Gustavo Nery e Carlão (Vampeta); Finazzi. Técnico: Nelsinho Baptista.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Estádio: Morumbi
Renda: R$ 669.225,00
Público: 38.194 pagantes
Gol: Betão, aos 41 minutos do segundo tempo


