Corinthians bate cabeça e Oswaldo não é confirmado
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Daniel Batista<br>Agência Estado 

São Paulo Contradições, mudança radical de planos e uma grande bagunça administrativa têm marcado a diretoria do Corinthians nos últimos meses, principalmente após a saída de Tite para a seleção brasileira. A contratação de Oswaldo de Oliveira como técnico, algo certo na última terça-feira e incógnita ontem, é mais um capítulo da confusa gestão de Roberto de Andrade.
Tite deixou o clube no dia 16 de junho para assumir a seleção brasileira e desestruturou o Corinthians, que estava se remontando tecnicamente, após vender praticamente todo o time titular. Dias depois, após muitas especulações, contratou Cristóvão Borges, que estava longe de ser uma unanimidade.
Oficialmente, o clube admitiu ter procurado anteriormente apenas o ex-lateral-esquerdo Sylvinho, que é auxiliar-técnico na Internazionale e agora também da seleção brasileira. Porém, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Roger Machado contaram que foram procurados por representantes do clube.
Em apenas 18 jogos, a paciência com Cristóvão Borges prometida por Roberto de Andrade e o diretor adjunto, Eduardo Ferreira, acabou. Dois dias antes de demiti-lo, após a derrota no clássico para o Palmeiras no estádio Itaquerão, eles garantiram a sua manutenção.
Sem opções de técnicos que agradassem à maioria no clube, Roberto de Andrade assegurou que o interino Fábio Carille seria mantido no comando do time até o fim deste ano. Menos de um mês depois, o presidente foi atrás de Oswaldo de Oliveira, que estava no Sport, contrariando quase todos seus aliados.
Quando o assunto é reforço, o discurso também é bem diferente da realidade. Eduardo Ferreira e Roberto de Andrade falaram algumas vezes que iriam atrás de novas opções, principalmente para o ataque. Depois, alegaram que o elenco estava fechado e em seguida acertaram a contratação de Gustavo, do Criciúma.


