Corinthians acena com aumento e Liedson já fala em permanecer
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sexta-feira, 11 de julho de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O Corinthians pode abrir mão de sua política de conter gastos para garantir a permanência do atacante Liedson. Um grupo de conselheiros promete cobrir a oferta de US$ 2,5 milhões do Dinamo de Kiev, da Ucrânia, e garantir o jogador no clube, que arcaria com um aumento salarial para o artilheiro do time no Campeonato Brasileiro, com 10 gols.
A proposta do Corinthians, de aumento salarial e contrato de 5 anos, seduziram Liedson. Ontem, ele fez juras de amor ao clube e criticou duramente os dirigentes do Prudentópolis, mais especificamente o presidente do clube paranaense, detentor de 70% do seu passe os outros 30% são do Coritiba , João Alberto Ituarte, que também é seu empresário. O atacante não admite a forma como Ituarte vem tratando a negociação e condenou sua declaração de que ''preciso desfazer deste mico''. ''A cabeça destas pessoas é que nem privada, vocês sabem o que tem dentro. Não adianta ficar falando as coisas, a decisão final é minha, quem assina o contrato sou eu.''
O atacante desmentiu que teria assinado um pré-contrato com os ucranianos e também os comentários sobre os valores que iria receber. ''Ainda sei ler, assinei apenas um documento concordando com as bases salariais caso a negociação fosse acertada. Quanto ao US$ 1 milhão que eu iria receber, é tudo mentira, se fosse verdade, viajava correndo.''
O desfecho das negociações deve acontecer até hoje, ao meio-dia. Caso Liedson saia, a vaga no ataque fica com Leandro Amaral.
Com a negociação de Fábio Luciano para a Turquia e a suspensão de Fabinho e Fabrício, o técnico Geninho terá um time completamente reformulado amanhã, diante do Coritiba. Na zaga, César atuará ao lado de Anderson, que retorna. No meio, Cocito ganha nova chance e o garoto Wendell, 18 anos, terá a primeira chance entre os titulares.
Flamengo O presidente do Flamengo, Hélio Ferraz, pediu ontem que todos os vice-presidentes do clube coloquem os seus cargos à disposição. O dirigente estaria disposto a fazer uma ampla reformulação no clube e decidiu tomar esta atitude. Ele não quer falar sobre o assunto.
Outro motivo seria a ligação da maioria dos vices com duas outras correntes políticas do Flamengo. Ambas são lideradas por ex-presidentes do Rubro-Negro: uma por Márcio Braga e outra por Kléber Leite.


