Corinthians acaba com jejum de clássicos
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domingo, 22 de março de 2009
Fábio Hecico<br> Agência Estado 
São Paulo - O Corinthians segue invicto na temporada e está muito perto de garantir vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Mano Menezes finalmente viu sua equipe ganhar um clássico: 1 a 0 no Santos, gol de Dentinho, numa bela apresentação de sua equipe. Mas o que era para ser uma tarde de festa no Pacaembu, infelizmente, acabou com cenas de vandalismo, briga dos santistas com a Polícia Militar, corre-corre de corintianos e o presidente Marcelo Teixeira incitando a violência. A confusão durou cerca de 15 minutos, até o Pacaembu ser esvaziado.
"Temos de saber nos preparar para fazer clássico com duas torcidas. E dá", afirmou o técnico Mano Menezes. "Mas falta respeito aos torcedores. Não dá para ficar apertado na Vila Belmiro, como também ficaram os santistas aqui ou ficam os visitantes no Palestra Itália, ali num cantinho."
As semifinais do Estadual podem ter dois clássicos pela frente e os organizadores do evento, a Federação Paulista de Futebol (FPF), já coçam a cabeça sobre o que fazer. E, claro, desde que os grandes confirmem a classificação, um pouco mais difícil para o Santos após a derrota no clássico do mistério, que começou para valer às 15h30, quando foram conhecidas as escalações das equipes.
Mas o segredo dos técnicos não era o foco principal na partida. Os olhares estavam para dois atacantes, o Fenômeno Ronaldo e o menino Neymar. Nos pés desta dupla estavam depositadas as maiores esperanças de triunfo. Mas, bem marcados, eles quase não apareceram nos primeiros 45 minutos. Um chute perigoso a gol de cada. Quem apareceu na fase inicial mesmo foi Dentinho, autor do gol do jogo, numa cabeçada aos 15 minutos. O Corinthians foi para o intervalo sob aplausos. O Santos, na bronca com a arbitragem.
As torcidas aproveitaram o intervalo para trocar gozações, o que acabou gerando a confusão do fim da partida. "Ão, ão, ão, segunda divisão", provocaram os santistas. "É, 7 a 1", retrucaram os corintianos, sobre a goleada de 2005. Mas o que valia era bola rolando. Aos 9, Neymar teve a chance da consagração. Na cara de Felipe, parou no goleiro. Quatro minutos depois deixou o campo, vaiado, para dar lugar a Madson. Ronaldo também falharia, aos 11 e aos 12. Foi substituído aos 36, aplaudido de pé numa cantoria ensurdecedora.
Naquele momento, o Corinthians já administrava a vantagem e o Santos esbarrava num paredão defensivo. A "ola" e os gritos de "olé" foram a forma de o corintiano voltar a festejar o primeiro triunfo em um clássico desde 2007, quando venceu o São Paulo por 1 a 0, gol de Betão, jogo que acabou não ajudando a evitar a queda para a Série B. De lá para cá, foram cinco jogos contra seus principais rivais, com três empates e duas derrotas.
EM SÃO PAULO
Corinthians 1
Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias (Fabinho), Boquita e Douglas; Dentinho (Morais) e Ronaldo (Jorge Henrique). Técnico: Mano Menezes
Santos 0
Fábio Costa; Luizinho (Pará), Fabão, Fabiano Eller e Triguinho; Germano, Rodrigo Souto e Lucio Flavio (Paulo Henrique); Neymar (Madson), Roni e Kléber Pereira. Técnico: Vagner Mancini
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Renda: R$ 1.047.750
Público: 33.356 pagantes
Gol: Dentinho (16 do 1º)


