Campinas, 14 (AE) - O Corinthians inaugurou hoje, na primeira partida dos playoffs, contra o Guarani, em Campinas, o futebol de resultados que pretende desenvolver na fase decisiva do Brasileiro. Abdicando do espetáculo e muitas vezes do ataque, o time jogou para empatar e conseguiu o 0 a 0 que lhe interessava. "Era isso que buscávamos; nessa fase, o que vale é a eficiência e não o futebol brilhante, resumiu o meia Ricardinho. Com o empate, o confronto será decidido necessariamente em mais duas partidas, ambas em São Paulo. Ao Corinthians, bastam mais dois empates.
Para o próximo jogo, no fim-de-semana, o Corinthians não poderá contar com seus dois laterais titulares. Augusto e César Prates tomaram o quinto cartão amarelo ontem e terão de cumprir suspensão.
Sem Luizão, machucado, o Corinthians criou a primeira grande chance do jogo, logo aos 2 minutos, numa cobrança de falta na trave de Ricardinho, dando a impressão de que partiria para decidir a partida. Dois minutos depois, o Guarani respondeu com Mauro e o time corintiano logo adotou o posicionamento pragmático que o técnico Oswaldo de Oliveira anunciara. A intenção era preservar a frágil defesa do time. Assim, o Corinthians recuava todo para o seu campo, com exceção de Edílson, e parava o Guarani nas faltas, enquanto esperava um eventual contra-ataque. Muito pouco para o time que fez a melhor campanha na primeira fase.
Aos 20 minutos, depois de um cruzamento de Marcinho, Mauro quase abriu o placar, de cabeça. Seis minutos depois, Marcelinho
que atuava mais como lateral que como um meia-atacante, na marcação de Rubens Cardoso, tomou cartão amarelo por ter discutido com o gandula.
Aos 38, após uma saída errada de Dida, o Guarani só não marcou porque Augusto tirou de meia-bicicleta, quando a bola estava entrando. Mesmo frustrando a torcida, o Corinthians deixou o gramado no intervalo satisfeito. "A gente tem a vantagem; se não tomar nenhum gol nos três jogos
a gente passa, afirmou Edílson.
O segundo tempo começou como o primeiro, com Ricardinho criando a primeira oportunidade para o Corinthians, aos 4 minutos, num chute de longa distância. O time, porém, logo recuou, esperando um contra-ataque para definir o jogo.
A partir dos 15 minutos, o Guarani resolveu partir de vez para o ataque, avançando até os zagueiros em determinados momentos. Carlos Alberto Silva decidiu arriscar, retirando o volante Valdir Souza e colocando o atacante Gílson Batata. Trocou também o lateral-direito: Everaldo por Luciano Baiano. O time campineiro, porém, carecia de qualidade e objetividade no ataque. Oswaldo de Oliveira respondeu, colocando Dinei na equipe, mas o Corinthians não mudou a sua maneira de jogar.
Nos minutos finais, o time foi todo para a defesa, esperando o tempo passar e o apito final do árbitro. Oswaldo, impassível, saiu feliz do campo. "Sabia que seriam três jogos, afirmou. Guarani - Gléguer; Everaldo (Luciano Baiano), Marcelo Souza, Marinho e Rubens Cardoso; Valdir Souza (Gílson Batata), André Gomes, Renatinho e Silvinho; Marcinho e Mauro (Rodrigo Jaú). Técnico - Carlos Alberto Silva. Corinthians - Dida; César Prates, João Carlos, Nenê e Augusto; Rincón, Vampeta (Gilmar), Ricardinho e Marcelinho; Edílson e Fernando Baiano (Dinei). Técnico - Oswaldo de Oliveira. Juiz - Alfredo dos Santos Loebeling (SP). Cartão amarelo - Everaldo, Marcelo Souza, Gílson Batata, Augusto
Marcelinho, César Prates e Dida. Renda - Não divulgada. Público - 29.793 pagantes. Local - Brinco de Ouro, em Campinas.

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