`Corinthians a cara do Atlético', diz Fabiano
São Paulo - Na final do Campeonato Paulista, o que vale é não ser pego de surpresa por falta de conhecimento do adversário. E o São Paulo tem bons elementos para evitar qualquer imprevisto. O próprio técnico Oswaldo de Oliveira trabalhou com boa parte do elenco do Corinthians, quando passou pelo clube, mas outras fontes de informação são o lateral Fabiano, que atuou com Geninho no Atlético Paranaense, e o meia Ricardinho, que no ano passado jogou ao lado da maioria dos atletas rivais que estarão em campo.
''O Corinthians joga como o Atlético'', afirmou Fabiano, fazendo referência ao time que em 2001 derrotou o São Caetano e conquistou o título brasileiro. O lateral alertou o grupo para uma perigosa variação tática que agrada ao técnico adversário. ''Quando o time do Geninho é muito atacado, ele costuma variar para o 3-5-2 e fazer com que os laterais marquem os laterais adversários individualmente e mais em cima'', explicou o novo titular.
Fabiano participa do confronto entre Corinthians e São Paulo pela primeira vez, mas não teme a responsabilidade. Sua única preocupação é o fôlego. ''Não estou tão mal fisicamente e no último jogo deu para suportar bem.''
Geninho O técnico tentou demonstrar tranquilidade para os seus jogadores dias antes de iniciar a decisão do Campeonato Paulista contra o São Paulo, mas não conseguiu esconder a euforia de disputar pela primeira vez um título pelo Corinthians, um dos maiores desafios de sua carreira de treinador. ''Tenho de admitir que a dimensão de dirigir o Corinthians é bem maior'', revelou. ''Olha que eu já treinei dezenas de clubes, mas nunca vi em outras equipes uma situação de cobrança e pressão como a qual o torcedor corintiano exerce sobre os técnicos e jogadores. Quase não é possível andar 10 metros na rua sem que te peçam para trazer o título.''
Desde a sua saída do Atlético Mineiro, na primeira semana de janeiro, para assumir o time paulista, Geninho chegou com a difícil missão de substituir Carlos Alberto Parreira não só no banco de reservas, treinos e táticas, mas sim preencher o lugar de quem goza do prestígio de ser o técnico da seleção brasileira. (A.E.)





