CORINTHIANS - Santo de casa
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segunda-feira, 06 de fevereiro de 2017
Dassler Marques<br>Folhapress 

São Paulo - A aquisição de um centroavante que garanta gols é uma conta pendente no Corinthians desde as perdas de Vagner Love e Paolo Guerrero, mas Jô, que foi revelado pelo Timão, mostrou que pode assumir esse papel. Autor do gol da vitória sobre o São Bento, no último sábado (4), ele reestreou de maneira oficial com justificativas para sua contratação, ao menos por enquanto.
No último ano, a função de camisa 9 se tornou uma dor de cabeça no clube que teve Romero, Lucca e Rodriguinho como principais artilheiros, mas nenhum centroavante - o paraguaio, com apenas 13 gols, foi o líder do elenco. André, aquisição para o primeiro semestre, e Gustavo, comprado durante o Brasileirão, deixaram o Corinthians sob críticas. O jeito foi terminar 2016 com Guilherme improvisado. Agora, a esperança contra a maldição da posição passa a ser Jô. O investimento no jogador de 29 anos, embora estivesse sem clube, não foi pequeno. A contratação dele rendeu questionamentos ao presidente Roberto de Andrade pelas luvas pagas ao atleta e a seu empresário, Giuliano Bertolucci. Juntas, as duas premiações ficam em torno de R$ 3 milhões, além de salários próximos a R$ 350 mil por um contrato de três anos.
Em campo, Jô tem mostrado que pode contribuir. O atacante foi elogiado por sua forma física e esforço em treinamentos desde que chegou. Os relatos sobre o comportamento do centroavante que já teve fama de baladeiro e perdeu viagem na época de Internacional são positivos. Ele próprio, em diversas entrevistas com forte autocrítica, afirmou ter deixado os problemas para trás para viver uma vida mais regrada.
Sem a sombra de Didier Drogba, que não acertou com o clube, e com a camisa 9 vaga - pelo menos até a chegada de William Pottker após o Paulistão - Jô escolheu a número 7 no retorno e deu boa demonstração na reestreia. O reforço se movimentou bem em Sorocaba, abriu espaços, venceu vários duelos pelo alto e converteu, com categoria, o pênalti sofrido por ele próprio. "Fora o gol que o Jô fez, a bola parou lá na frente, ainda mais para o tipo de jogo que ficou, campo encharcado, muita ligação direta. Ele foi parabenizado pelo gol e saímos com a vitória aqui em Sorocaba", comentou o treinador Fábio Carille. "O gol tira o peso, apesar de ele ser experiente. É o nove, fazer gol no primeiro jogo oficial é importante para ele", finalizou. É certo que, para ter sucesso, Jô precisará ter média de gols melhor que da primeira passagem pelo clube que deixou ainda garoto. Na década passada, fez 18 gols em 105 partidas.


