CORINTHIANS - Rachou geral!
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segunda-feira, 08 de dezembro de 2014
FELIPE BOLGUESE E MAURÍCIO OLIVEIRA<br> [email protected] 

De saída do Corinthians, o técnico Mano Menezes falou em "trairagem" e rompeu com Andrés Sanchez, que já havia se afastado de Mário Gobbi Filho, o atual presidente, que pela primeira vez bateu de frente publicamente com o ex-líder. Ilmar Schiavenato deixou o cargo de diretor social da gestão atual para se lançar candidato à presidência sozinho, contra Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol e escolhido da situação. Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente eleito, enviou carta pedindo a candidatura do oposicionista Antonio Roque Citadini, que decidiu não mais se aliar a Paulo Garcia, como aconteceu nas duas últimas eleições.
O Brasileirão acabou, o Corinthians confirmou a participação na primeira fase da Libertadores e as cartas de uma das eleições mais concorridas da história do clube foram jogadas na mesa. O atual grupo, cuja chapa "Renovação e Transparência " está no poder desde 2007, nunca esteve tão rachado. Críticas à situação financeira e aos misteriosos contratos da Arena Corinthians provocaram divisões. Para o futuro, o nome do próximo treinador e negociações com reforços também geram discordâncias e trocas de farpas.
Na parte do futebol, o elo de ligação entre o grupo de Gobbi e o grupo de Andrés é o gerente Edu Gaspar, que trabalhou com Roberto por três anos. Gaspar tenta administrar as contradições entre o lado "pés no chão" do atual mandatário e o lado "intempestivo" do ex-presidente. Contratações são discutidas com todos em busca de consenso.
Desde que foi eleito, em fevereiro de 2012, Gobbi começou a se afastar de Andrés após tomadas de decisões, como trocar diretores e funcionários. A relação foi se deteriorando ao longo dos anos e teve o ápice com a contratação de Mano Menezes, articulada em outubro de 2013, contra a vontade de seus próprios diretores.
Até o dia 7 de fevereiro de 2015, quando está marcado o pleito para se eleger o novo presidente, importantes decisões para o futuro do clube serão tomadas. O racha político, no entanto, tende a aumentar o jogo de interesses e as dificuldades. O Corinthians terminará 2014 fervendo...



