Coréia aposta na força da torcida no jogo de amanha
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domingo, 23 de junho de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Se a pressão sul-coreana sobre os adversários já foi grande até aqui, deverá ser enlouquecedora na semifinal de amanhã contra a Alemanha, a primeira partida da seleção em Seul nesta Copa. O estádio de Seul é a nossa casa. Estamos ansiosos para jogar lá, diz Hong Myung-bo, capitão do time.
Os sul-coreanos fizeram ontem seu primeiro treino na capital, no campo que antes era usado pelos EUA. Eles são altos, mas não tão rápidos quanto a gente. Teremos bons resultados se atacarmos seus pontos fracos, diz o meia Park Ji-sung sobre os alemães.
Já Guus Hiddink, o holandês que dirige o time, prefere elogiar o rival do jogo que abrirá amanhã as semifinais. Eles têm um grande goleiro (Oliver Kahn), que dá confiança ao time. São fortes fisicamente, e, se nem sempre atuam bem, conseguem jogar de maneira eficiente, diz Hiddink, cuja equipe pegou quatro europeus (Polônia, Portugal, Itália e Espanha) em seus cinco jogos até aqui - e superou todos.
O goleiro da seleção coreana Lee Woon-Jae, que se converteu no herói de sua equipe ao defender o chute do espanhol Joaquín, pelas quartas-de-final do Mundial, afirmou que se o jogo contra a Alemanha for decidido nos pênaltis, ele estará pronto para brilhar novamente. Lee não perde uma disputa por pênaltis desde 1998. Participei de sete disputas de pênaltis desde 1998 e não perdi nenhuma. Quando chegaram os pênaltis contra a Espanha, estava tranquilo, porque sabia que deteria pelo menos um, disse.
O atacante Ahn Jung-hwan, autor do gol de ouro na vitória sobre a Itália pelas oitavas-de-final, foi poupado do treino de ontem. O jogador sente dores no tornozelo em decorrência de uma pancada sofrida durante o jogo contra a Espanha, e pode ficar de fora da semifinal. Outro jogador que preocupa é o volante Kim Nam-il, que lesionou o tornozelo diante da Itália.


