Embora não tenha levado televisão para a Feira da Lua, em Londrina, anteontem, um dos proprietários da barraca de Portugal, Hélio Paulus de Campos, tinha esperança de vender todos os bolinhos de bacalhau a tempo de assistir pelo menos os 45 minutos finais do jogo em casa. Mas não deu.
Seu sogro José Pereira da Costa Reis, que também trabalha na barraca, teve mais sorte. Contou com um compromisso inadiável: a reunião do Elos Clube, que visa divulgar a língua e os costumes portugueses e que acontece todos os meses no Hotel Bourbon. ‘‘A reunião foi superconturbada. Tinha uma televisão na sala ao lado e foi o maior senta e levanta na hora do jogo’’, conta. ‘‘O clube tem 15 ou 16 patrícios e o resto é quase tudo filho de português’’.
Reis conseguiu assistir algumas partes do segundo tempo e teve a sorte de ver o segundo gol. Ele queria que a Lusa fizesse 3 x 0 para tranquilizar os corações protugueses. Seu palpite para a disputa de domingo é 2 x 1 para a Lusa, ‘‘é lógico’’. Um dos detentores da receita do bolinho vendido na Feira da Lua, às quartas e sextas-feiras, Reis diz que a festa dos portugueses no próximo domingo será numa chácara. ‘‘E o prato principal vai ser bacalhau’’. Desde que chegou no Brasil, em 1952, para trabalhar no Dias Martins S.A, ele torce para a Lusa: ‘‘Puxa, tantos anos sofrendo e agora o sonho está bem pertinho de se concretizar.’’

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