São Paulo, 17 (AE) - É impossível negar que os tenistas espanhóis terão um time superior no confronto com o Brasil pelo Grupo Mundial da Copa Davis, entre os dias 2 e 4, em Lérida, região da Catalunha. Mas Ricardo Acioly, técnico da equipe brasileira, prefere não avaliar o confronto baseado só em números. Espera que, por ser um desafio entre países, daqueles que "mexem com o coração dos caras", as forças se equilibrem.
Acioly anunciará amanhã o quarto integrante da equipe brasileira, que já tem Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni e Jaime Oncins. O técnico deverá chamar Márcio Carlsson ou André Sá. "Claro que a equipe deles é muito boa", afirma Acioly. "Em termos de números, não há muitos países em condições de fazer frente aos espanhóis", acrescenta, referindo-se à posição dos tenistas no rankinga da Associação dosTenistas Profissionais - Carlos Moya (1.º), Alex Corretja (4.º), Albert Costa (16.º) e Félix Mantilla (20.º). "Só os Estados Unidos, se olharmos apenas os números, com Pete Sampras (2.º), Andre Agassi (9.º) e Todd Martin (11.º), podem concorrer com os espanhóis."
Acioly, no entanto, insiste em que os números nem sempre prevalecem na Davis. "Se a equipe deles é forte, os nossos jogadores são capazes de surpreender qualquer adversário, principalmente jogando no saibro." O próprio resultado do primeiro confronto contra os espanhóis, no Brasil, mostra isso, na opinião do técnico. "Eles venceram, mas foi por 3 a 2 e ficou claro que não deram um passeio aqui, encontraram dificuldades."
Meligeni e Oncins já vêm treinando em quadras de saibro e Kuerten, que está jogando em piso duro, mais rápido, não terá, na opinião de Acioly, dificuldade de adaptação a uma quadra mais lenta. "Seria ruim se fosse o inverso." Com exceção de Guga (17.º do ranking) , que vai disputar o Lipton, em Key Biscane, os outros tenistas da equipe vão ficar juntos, treinando enquanto disputam um torneio em Casablanca, a partir de segunda-feira.
Acyoli espera que até mesmo a vantagem de jogar em casa, com o apoio da torcida, seja transformada em um fator de pressão sobre os espanhóis. "A responsabilidade de ganhar é deles." Mas a Espanha terá torcida maciça em Lérida. A Confederação Brasileira de Tênis renunciou aos 10% dos ingressos a que tinha direito. A pequena torcida brasileira só vai usar 60 dos 4,2 mil lugares da quadra central.

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