COR X SAO - A CAPITAL DO MAJESTOSO
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Enviado Especial<br> Marcelo Braga EM PATO BRANCO (PR) 
Poderia ser Rogério Pato, mas no início ele preferiu ser apenas Rogério. Depois, ao longo da carreira e, principalmente com o título em Yokohama (JAP), em 2005, o goleiro acabou sendo conhecido mundialmente também por seu sobrenome: Ceni. Sim, Alexandre Pato não é único jogador de destaque no futebol que a cidade de Pato Branco, a 433 quilômetros de Curitiba (PR), formou. E nem o único campeão mundial de clubes.
O goleiro do São Paulo nasceu no mesmo município, às 22h30 do dia 22 de janeiro de 1973. Filho caçula do casal Eurydes e Hertha, mudou-se para a capital em 1984, aos 11 anos. Antes, aos oito, iniciou sua trajetória no futebol. Cheio de qualidades desde criança, era a aposta do ex- jogador Pernambuco, famoso na cidade por ter atuado no clube municipal, para ser um grande pivô de fustal. Foi quase isso.
- Ele era bom de bola. Eu formava times por idade no Grêmio lndustrial e ele era um dos que se destacavam muito - garante o ex-zagueiro Luiz Francisco Silva, conhecido pelo nome do estado em que nasceu.
A história depois disso, todo mundo sabe. Aos 12, Rogério se mudou para o interior do Mato Grosso, na cidade de Sinop, a 500 quilômetros da capital Cuiabá. Por lá, foi jogador de vôlei e, depois, virou terceiro goleiro do clube da capital - já em 1990, aos 17 anos. Titular e reserva se machucaram, ele entrou, defendeu pênalti em sua estréia e, no fim daquele ano, terminaria como campeão estadual. Um teste no São Paulo mudaria sua vida, tricolor até hoje.
Assim como Alexandre Pato, foi também no Grêmio Industrial Pato-branquense que o jogador teve suas primeiras experiências com a bola. O pai, torcedor do Internacional de Porto Alegre, sonhava com que o filho se tornasse um jogador e, no futuro, defendesse as cores coloradas. Fato que nunca aconteceu. Maior ídolo do clube paulista, o goleiro nunca deixou o Tricolor, onde deve se aposentar em dezembro de 2013.
Curiosamente foi Pato quem traçou o caminho sonhado pelo pai de Ceni, ao jogar pelo Internacional e ser campeão do mundo, em 2006.
- Eu atribuo a forma de Rogério sair jogando, o seu estilo de sair bem com pé, ao futebol de salão. Não que eu tenha feito ele fazer isso, mas a qualidade veio dali. Ele jogava na frente, era pivô. Esse estilo de hoje é o mesmo dele quando criança. Ele só foi crescendo - afirma o antigo professor, sobre o jogador de 39 anos.
Se tudo começou ali, os são-paulinos são gratos a Pato Branco.


