''Realizei um sonho'', confessou Moacir Marconi, diretor técnico da Fundação de Esportes e organizador da prova. Coquinho, como é mais conhecido, disse que sempre quis coordenar uma competição em sua cidade natal. Antes mesmo da largada ele já comemorava o sucesso da corrida. ''Tivemos apenas um mês para divulgar a competição e ainda assim conseguimos atrair muita gente''.
Dos 360 inscritos 50 eram corredores profissionais que largaram no pelotão de elite. Entre os amadores estavam o casal Silvângela Catarina, 39 anos, e Silvio Luiz Salvador, 29 anos. Eles correm por esporte há alguns anos e nos últimos 20 dias intensificaram o treinamento para obter uma boa classificação ontem. ''Eu quero chegar entre os 100 primeiros'', dizia Silvio durante o aquecimento. ''Vim apenas para testar a minha resistência'', completou a mulher. Ele quase conseguiu, chegou em 102º lugar, cerca de 10 minutos antes de Silvia. ''Ano que vem, estaremos aqui de novo melhor preparados'', disse Silvio.
Outra dupla também muito animada era Zilda de Oliveira, 54 anos, e Júnior César Oliveira, 25 anos. Mãe e filho treinam juntos há quatro anos com a ajuda de revistas especializadas. ''Às vezes, faço o papel de coelho correndo na frente para puxar ela''.
Para um dos anônimos corredores, a glória do pódium não era o objetivo principal. O advogado Mauro Holz correu os 9,4 mil metros com uma máscara cirurgica no rosto e um cartaz em protesto às tarifas de água, luz e telefone nas mãos. ''Vim para cá há cinco meses divulgar a tarifa social da Copel e esta semana vou a Curitiba apresentar um projeto autorizando o recadastramento das famílias carentes''. (BR)

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