São Paulo - A Espanha superou a tricampeã Alemanha ontem e conquistou a aguardada vaga para disputar a decisão da Copa do Mundo da África do Sul. O zagueiro Puyol marcou o gol da vitória na semifinal disputada no Estádio Moises Mabhida, em Durban. Agora os espanhóis terão pela frente a Holanda em uma inédita final de Mundial.
O confronto de domingo, às 15h30 (de Brasília), no estádio Soccer City, em Johannesburgo, vai revelar o nono campeão mundial da história das Copas, já que as duas equipes nunca levantaram a taça. A Holanda acumula dois vice-campeonatos, enquanto a Espanha chegou a sua primeira final.
A semifinal desta quarta foi marcada pelo amplo domínio espanhol desde o início. Mesmo embalados pelas goleadas sobre Inglaterra e Argentina, os alemães não conseguiram se impor na partida e decepcionaram sua torcida. Schweinsteiger e ™zil pouco participaram do jogo e não comandaram os tricampeões mundiais.
Com a derrota, a Alemanha disputará com o Uruguai o terceiro lugar da Copa, no sábado, às 15h30, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth.
Lentidão
O aguardado confronto entre Espanha e Alemanha, as equipes com o melhor futebol desta Copa, começou de forma lenta. O marasmo do início só foi interrompido quando um torcedor, carregando uma vuvuzela, invadiu o gramado, ao lado do gol de Neuer, e quase chegou ao meio-campo, aos 3 minutos. Os seguranças interceptaram o homem, que não conseguiu alcançar os jogadores.
Com a bola rolando novamente, David Villa tomou a iniciativa no ataque e gerou o primeiro lance de perigo da partida. Aos 5, o artilheiro espanhol recebeu bola enfiada rasteira pela esquerda, mas foi barrado pelo goleiro alemão, que fez uma saída precisa do gol.
Recuada, a Alemanha tinha dificuldade para superar a marcação adiantada e aceitou o domínio do adversário. A Espanha, porém, não soube aproveitar a maior posse de bola, de até 64%.
A história pouco mudou no segundo tempo. A Alemanha se manteve na defesa, enquanto o adversário dominava o meio-campo. A melhor oportunidade da partida surgiu dos pés de Iniesta, aos 12. Após bate-rebate na saída da Alemanha, o meia invadiu a área pela esquerda e cruzou. A bola atravessou a pequena área e Villa não conseguiu completar para o gol.
Enquanto a Espanha cercava a área, os alemães adotavam uma postura cada vez mais defensiva, sem conseguir passar do meio-campo. O time de Joachim Löow só esboçou uma reação a partir da metade do segundo tempo. Na melhor chance da Alemanha, Podolski cruzou da esquerda e Kroos completou de primeira no gol. Casillas fez grande defesa.
Mas os espanhóis seguraram o ímpeto alemão ao abrir o placar cinco minutos depois. Após cobrança de escanteio, Puyol surgiu no meio da defesa e deu bela cabeçada para o fundo das redes.
Diante de uma Alemanha pouca ofensiva, a Espanha não teve problemas para garantir a vitória, apesar das investidas do rival nos instantes finais. O resultado acabou repetindo a final da Eurocopa de 2008, quando os espanhóis venceram também por 1 a 0 e ficaram com o título.






EM DURBAN

Alemanha 0

Neuer; Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gomez), Schweinsteiger, ™zil e Trochowski (Kroos); Podolski e Klose. Técnico: Joachim Löow.

Espanha 1

Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Marchena), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Fernando Torres) e Pedro (David Silva). Técnico: Vicente Del Bosque

Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Estádio: Moises Mabhida
Gol: Puyol, aos 28 minutos do 2º tempo
Público: 60.960 espectadores

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