COPA SUL-AMERICANA - Brasileiros iniciam luta por título inédito
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Gazeta Press 
Rio - O futebol brasileiro começa a sua participação na Copa Sul-Americana 2007 hoje, quando o Atlético-PR recebe o Vasco e o Figueirense encara o São Paulo. Amanhã, o Goiás enfrenta o Cruzeiro, enquanto Botafogo e Corinthians irão duelar a partir da próxima semana. Essas oito equipes tentarão algo inédito para o País: conquistar o segundo mais importante torneio de clubes do continente.
Os clubes brasileiros jamais sentiram o gostinho do título em uma Copa Sul-Americana. Aliás, para deixar clara a pouca tradição do Brasil no torneio, nunca um time canarinho sequer foi finalista. ''Acho que isso varia por causa do momento vivido pelo clube. Se a Copa Sul-Americana surge como uma opção real de conquista de título ela é mais valorizada. Mas se um clube está melhor no Campeonato Brasileiro muitas vezes ele abdica do torneio. Mas as competições internacionais são muito importantes, pois qualquer clube precisa delas para crescer e ter projeção'', analisou o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas.
Financeiramente a Copa Sul-Americana é rentável realmente para qualquer clube. Apenas por fazer parte da disputa cada clube recebe US$ 75 mil (cerca de R$ 150 mil). Esse valor vai aumentando de fase para fase. Mas nem mesmo esse doping financeiro chama a atenção das equipes brasileiras. Em 2002, primeiro ano de disputa, o Brasil sequer enviou representantes para a competição, entendendo que o calendário já estava muito apertado para uma nova competição.
Porém, com o Campeonato Brasileiro passando a ser disputado em 2003 pelo sistema de pontos corridos, era necessário encontrar atrações para ele e a conquista de vagas na Copa Libertadores e na própria Copa Sul-Americana passaram a ser atrações. Portanto, em 2003 o Brasil enviou representantes, que foram divididos em grupos nacionais num primeiro momento, a fim de evitar gastos com viagens.
Naquela ocasião o São Paulo, mesmo com um time misto, acabou sendo o melhor do País, caindo nas semifinais contra o River Plate, na disputa de pênaltis, num jogo que teve muitas trocas de agressões físicas entre os jogadores no Morumbi.
Em 2004 quem chegou às semifinais foi o Internacional. Sob o comando de Muricy Ramalho o time caiu diante do Boca Juniors. A pior participação dos brasileiros aconteceu em 2005, quando o Brasil sequer emplacou um representante nas semifinais, com Inter, Corinthians e Fluminense caindo nas quartas-de-final.
Já em 2006 o Atlético-PR levou a competição a sério e conseguiu resultados expressivos, como bater o River Plate no Monumental de NúÀez e superar o Nacional do Uruguai. Porém, nas semifinais, o Furacão acabou superado pelos mexicanos do Pachuca, que se sagrariam campeões. ''A gente poderia ter conseguido a classificação para a final, pois perdemos no fim, em casa e, mesmo assim, na partida de volta ficamos à frente no placar, mas cedemos a virada e acabamos goleados. Mas a campanha foi honrosa'', lembrou Vadão, então técnico do Atlético-PR.
Resta saber se em 2007 Atlético-PR, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Figueirense, Goiás, São Paulo ou Vasco conseguirá fazer o Brasil entrar para o seleto grupo de campeões.


