Zurique - As facilidades que a Fifa deu ao Brasil para que recebesse hoje o direito de organizar a Copa do Mundo de 2014 não sairão baratas para a direção da CBF. Ao escolher o País como sede do Mundial, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, neutraliza uma eventual candidatura do presidente da Confederação, Ricardo Teixeira, para a chefia da organização máxima do futebol. Várias delegações, entre elas a dos Estados Unidos, já procuraram Teixeira para que se apresente como candidato à presidência da Fifa em 2010.
A própria CBF admite que essas conversas já ocorreram e que Teixeira foi sondado para se apresentar como uma espécie de ''candidato da nova geração''. Mas o cálculo de Blatter é que ao ganhar o direito de ser o promotor da Copa, o presidente da CBF acabará ocupado demais por seus compromissos com o Mundial e, portanto, impossibilitado de enfrentá-lo nas próximas eleições. Um dos eventuais candidatos apoiados por Blatter seria o ex-jogador francês Michel Platini, considerado afilhado político do cartola e atual presidente da Uefa.
Em seu livro Falta, sobre os bastidores da Fifa, o escritor Andrew Jennings conta como Teixeira é ''um dos piores pesadelos'' de Blatter, já que representa o Brasil no futebol, é relativamente novo em comparação à idade média dos membros do comitê da Fifa e ainda é o ex-genro de João Havelange, que comandou o futebol mundial por 24 anos. (Agência Estado)

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