O clima de Copa do Mundo tomou conta do País. Mesmo quem não é fanático por futebol acompanhou aos jogos e não deixou de torcer pela seleção brasileira. Imagine então a motivação dos atletas, para quem o espírito competitivo faz parte da rotina. A competição mundial é o principal assunto nas peladas e nas escolinhas esportivas. Mas isso não quer dizer que os atletas deixaram de treinar. Pelo contrário, a dedicação é ainda maior.
''A Copa é um grande atrativo para os jovens em relação ao esporte. Mas os alunos aqui não perdem os treinos por nada. Mesmo depois dos jogos do Brasil o pessoal veio para treinar'', comentou o professor da Escolinha do Flamengo, Roberto Colofatti Barbosa.
Para Barbosa, a procura pelas aulas durante a Copa só não aumentou por causa de um concorrente de peso: o frio. ''Mas todos que vêem ao treino têm conhecimento e acompanham a Copa do Mundo'', garantiu o professor, que jogou futebol em times do interior de São Paulo e no Nordeste.
Outros esportes A Copa do Mundo não reduziu a assiduidade dos jovens que praticam outros esportes, como basquete e handebol. O treinador Vilmar Aparecido Caus, o Mazinho, é um dos integrantes da Associação Londrinense de Basquete. Com a participação dos outros técnicos, treina cerca de 100 meninos e meninas dos 9 aos 18 anos.
Segundo ele, realização da Copa do Mundo não diminui o interesse pelo basquete, mas a extinção do Londrina Basquete Clube está influenciando no número de adeptos. ''Se a cidade tivesse um time de ponta os jovens teriam em que se espelhar e se sentiriam mais motivados para jogar basquete. É o que acontece com o futebol e a seleção brasileira'', comparou.
A tese dele é comprovada na prática. Luiz Felipe Gomes Dellaroza, 14, conta que sempre ia com o pai assistir aos jogos no Moringão e, com isso, optou pelo esporte. ''Levo os treinos a sério. Vou jogar até quando puder'', declarou.
Com 1,89 metro de altura, Pedro Guilherme Piccin Dutra de Oliveira, 14, conta que chegou a treinar na Portuguesa Londrinense, mas trocou o esporte que é a paixão nacional pelo basquete. ''Vi que o futebol não dava muito certo e resolvi mudar'', revelou Oliveira, que confessa, como todo bom brasileiro, não dispensar um jogo de bola de vez em quando.
O handebol também tem seu espaço. Segundo Fábio Jorge Hauly, treinador das categorias de base do esporte em Londrina, os praticantes já estão ''viciados'' na modalidade. ''Acho que é porque já foi criada uma cultura do esporte na cidade'', comentou.
Giancarlos Ramirez é o técnico da equipe masculina de handebol de Londrina e coordenador de um projeto que mantém turmas de jovens para treinar a modalidade. Ele garante que os alunos não trocam o esporte pelo futebol. ''A maioria joga bola. Mas teve um garoto que foi chamado para fazer testes num time de futebol e preferiu continuar treinando conosco'', revelou.
Um dos jovens das equipes de base é Diego Batista da Cruz, 16. Há seis anos treinando, ele conta que trocou o futebol pelo handebol. ''Agora, só jogo bola para me divertir'', disse. Tanto que o ídolo dele é Alê, jogador da Unifil e da seleção brasileira de handebol.

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