Dos atletas estrangeiros que estão em Curitiba, o mais conhecido é o campeão mundial, Martin Doktor, da República Checa, que ganhou duas medalhas de ouro na prova de canoa nas Olimpíadas de Atlanta, em 96 e que também já está com o passaporte carimbado para Sydney. Mas os outros não ficam muito atrás. Também classificados para as Olimpíadas, Hein Helde, da Estônia, (medalha de ouro no K1/500m e 1000m, na etapa brasileira da Copa do Mundo / 98) Allan Van Coller, da áfrica do Sul e o argentino, Javier Correa, (medalha de bronze no Mundial / 98, e 3 vezes medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg / 99) também vieram para dar trabalho aos brasileiros. Correa foi o principal adversário de Cuattrin no Canadá. "Temos bons adversários aqui. A Copa do Mundo vai servir como uma prévia do que vamos encontrar em Sydney", destacou Cuattrin
eleito melhor canoísta de 99. Além dos 14 já classificados para Sydney, a competição, que segue até domingo, envolve mais 100 atletas de 16 países (Argentina, Armênia, Austrália, Brasil, Chile, República Checa, Estônia, Eslovênia, Estados Unidos, Lituânia, Uruguai, áustria, Portugal, Venezuela, áfrica do Sul e Irã).Por Janaína Tupan Frare Curitiba, 13 (AE) Catorze atletas com presença já confirmada nas Olimpíadas de Sydney participam neste final de semana, na capital paranaense, da primeira etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade. A competição, que pela segunda vez na história da canoagem é realizada fora da Europa, tem início nessa sexta-feira, às 9 horas, nas raias do Lago Iguaçu, com as provas de K1/500 e 1000 metros. Entre os representantes brasileiros, os atletas com mais chances de subir ao pódio são os medalhistas pan-americanos Sebastian Cuattrin e Carlos Augusto Campos. Os dois já estão com vaga garantida para as Olimpíadas e, recentemente, conquistaram, em águas australianas, medalhas de ouro (K4/1000m) e prata (K1/500m). Também do Brasil, André Caye e Roger Caumo, dependem de uma boa classificação nas provas deste final de semana para ficarem mais tranquilos nas etapas da Bélgica e da Hungria, que acontecem no próximo mês. Um deles será o terceiro representante brasileiro na Austrália. "Esta prova é muito importante para nós. Quem conseguir melhor desempenho soma pontos para ficar com a vaga da K1 nos Jogos Olímpicos. Estamos há apenas algumas remadas de distância da realização de um grande sonho", disse Caye. "Pena que só pode ir um", completa Caumo. O técnico da seleção brasileira, o polonês Szdislaw Zubski, destinou pontos para as competições em que os dois participarão até as Olimpíadas e quem somar a maior pontuação é que ocupará a vaga conquistada por Cuattrin, na K1, já que ele só participará da K2, na qual faz dupla com Guto Campos.

mockup