Imagem ilustrativa da imagem COPA DO MUNDO DE 1998<br>Blatter surpreende e derrota Johnson



A Copa de 1998 foi de Zinedine Zidane, que levou a França ao seu primeiro e único título, e de Joseph Blatter, que assumiu a presidência da Fifa, após 24 anos de reinado de João Havelange.
Natural de Viège, pequenina cidade do cantão de Valais, em 10 de março de 1936, o suíço ocupou cargos modestos em seu país antes de chegar na entidade, em 1975. Foi secretário-geral da Federação de Hóquei sobre Gelo e diretor de cronometragem da fábrica de relógios Longines. Na Fifa, galgou cargos distintos, até se tornar homem de confiança do brasileiro, e indicado para sucedê-lo.
A eleição ocorreu na segunda-feira, 8 de junho, dois dias antes da abertura da Copa. Blatter derrotou Lennart Johnson por 111 votos a 80, surpreendendo meio mundo, pois existiam rumores que boa parte dos 52 países filiados à Confederação Africana de Futebol estavam ao lado do candidato sueco.
Para quem não lembra mais, já se passaram 40 anos, Havelange ganhou a presidência da Fifa em 1974, na véspera do primeiro Mundial da Alemanha, vencendo o então presidente, o inglês Stanley Rous, por 68 a 52.
O brasileiro cumpriu as promessas de campanha, principalmente abrindo maior espaço para África e Ásia, continentes que eram quase ignorados até então, principalmente depois que ampliou o número de vagas na Copa de 16 para 24, em 1982, e de 24 para 32, para 1998.
Agregou o patrocínio de multinacionais poderosas e criou torneios de seleções para divisões de base, sub-17 e sub-20, levando tais competições para países de pouca tradição no futebol. A proposta de Blatter era dar sequência ao trabalho de Havelange, que deixou para seu sucessor uma entidade gigante, que reunia, em 1998, 203 países filiados, cerca de 200 milhões de jogadores registrados, e que movimentava U$S 250 bilhões por ano.
Ao lançar a sua candidatura, em 1995, Johansson, então presidente da Uefa - União Europeia de Futebol - passou a fazer críticas pesadas à administração de Havelange, como os contratos de TV para os eventos, que eram sempre privilégio da suíça ISL, e que pertencia à fábrica de material esportivo alemã Adidas, que apoiou o brasileiro desde a sua eleição.
Ao longo da batalha pelo poder, surgiram denúncias distintas, e jamais confirmadas, de que os candidatos ofereceram somas entre US$ 100 e 300 mil por voto, movimentando uma fortuna fabulosa, levando-se em consideração o número de filiados de cada confederação naquela época, além dos 52 já ditos da África: 51 da Europa, 43 da Ásia, 35 da Concacaf . América do Norte, América Central e Caribe ., 12 da Oceania e 10 da América do Sul.
No fim das contas, a maioria esmagadora dos representantes da África acabou escolhendo Blatter, garantindo a sua vitória. Não é à toa que o chamado continente negro tem hoje cinco vagas na Copa. Hoje a Fifa tem 209 filiados. E pesam contra membros da entidade denúncias variadas de corrupção, mas o fato é que o seu presidente foi reeleito em 1o- de junho de 2011, sem adversários, dado que Mohammed bin Hamman, do Qatar, desistiu pouco antes da eleição.

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