Poucas vezes na história das copas do mundo os organizadores do evento inovaram tanto como na edição que irá ocorrer em 2002. Depois de se tornar o primeiro campeonato mundial a ser disputado em dois países simultaneamente (Japão e Coréia do Sul), e de ser a primeira copa a banir o cigarro dos estádios, os organizadores anunciaram agora que a Copa de 2002 possui um seguro milionário contra terremotos. O temor é de que um forte tremor de terra no Japão, poucos meses antes da competição, pudesse comprometer o evento e obrigasse que a Copa fosse cancelada.
A idéia da seguradora da Copa, a alemã Munich Re, foi incluir terremotos entre os possíveis motivos para que, no caso de um cancelamento, os investimentos volumosos não fossem totalmente perdidos. ''Trata-se de mais uma garantia para os investidores'', afirma um assessor da Fifa.
Para incluir desastres naturais no contrato de seguro da Copa, a empresa fez um acordo com outra seguradora, a Berkshire Hathaway, no valor de US$ 50 milhões. Mas o principal terremoto para a Copa pode não ser os abalos sísmicos no Japão. A Fifa ainda se recupera dos tremores econômicos que foram gerados com a falência da grupo de marketing esportivo ISMM (International Sports Media and Marketing) e ISL (International Sports Leisure), principais parceiros da entidade na promoção do torneio de 2002. Mesmo assim, Joseph Blatter, presidente da Fifa, não se cansa de repetir que a Copa de 2002 está garantida financeiramente.

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