Rio de Janeiro - Torneio criado em 1989, a Copa do Brasil surgiu para preencher a lacuna deixada pela introdução do acesso e rebaixamento no Campeonato Brasileiro que teve o tamanho reduzido e impediu que muitos clubes tradicionais em seus estados continuassem a disputar a competição nacional. Dezoito anos depois, a competição se firmou como a segunda mais importante do País.
Conhecida como o ''atalho para a Libertadores'', por ser de curta duração, a Copa do Brasil também é conhecida como o torneio onde as ''zebras'' circulam à vontade. Clubes considerados de menor porte no cenário nacional, como Juventude, Criciúma, Santo André e Paulista também já venceram a Copa.
Além disso, Sport, Ceará e Brasiliense quase chegaram lá, mas acabaram como vice-campeões. Outros clubes de pouca expressão nacional como Linhares-ES e 15 de Campo Bom-RS surpreenderam e chegaram às semifinais. Agora é a vez do Figueirense, que chega pela primeira vez a uma decisão da Copa do Brasil diante do badalado Fluminense. Será que a zebra vai aparecer de novo ou prevalecerá a tradição tricolor?
Fluminense e Figueirense iniciam às 21h45, no Maracanã, a grande decisão e ambos lutam por uma conquista inédita em suas histórias. O Tricolor carioca esteve perto do título em 1992 e em 2005, sendo superado na final por Inter e Paulista, respectivamente. Já o Figueira nunca tinha decidido o torneio.
Renato Gaúcho, técnico do Fluminense, vem conversando com seus jogadores para evitar qualquer clima de euforia que possa prejudicar o Tricolor ou motivar o Figueirense. Os atletas estão sendo orientados a evitarem entrevistas polêmicas e se limitarem a comentar aspectos técnicos e táticos do duelo. ''Não sou maluco de cutucar onça com vara curta e sair machucado. Portanto, ninguém aqui vai falar nada que possa motivar o Figueirense. Já basta as dificuldades naturais que teremos pela frente por enfrentarmos um adversário de qualidade e que não chegou por acaso a essa decisão'', disse o treinador.
O Fluminense não tem problemas para esta partida. O meia Carlos Alberto, que vinha sofrendo com um edema no músculo anterior da coxa direita, atuará normalmente.
Pelo lado do Figueirense, o técnico Mário Sérgio decidiu fechar o elenco, que quase não deu entrevistas antes do jogo. O treinador garante que a medida não é censura e sim uma questão de bom senso. ''Todo clube que está envolvido em torno de uma decisão deve estar focado e concentrado no que pode acontecer dentro de campo. Tenho um grupo consciente do que já alcançou e do que ainda pode conquistar. Portanto, todos querem lutar muito pelo título e daí esse processo de concentração total para a partida'', afirmou Mário Sérgio.
O treinador terá o retorno do zagueiro Chicão, que cumpriu suspensão contra o Botafogo, na semifinal. Com isso, Vinícius volta ao banco. O zagueiro Édson, recuperado de dores musculares, vai a campo. O desfalque é o ala-direito Anderson Luiz, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O volante Diogo será improvisado no setor.


NO RIO DE JANEIRO

Fluminense

Fernando Henrique; Carlinhos, Thiago Silva, Luiz Alberto e Ivan; Fabinho, Arouca, Cícero e Carlos Alberto; Alex Dias e Adriano Magrão. Técnico: Renato Gaúcho

Figueirense

Wilson; Chicão, Felipe Santana e Édson; Diogo, Henrique, Cleiton Xavier, Ruy e André Santos; Ramon e Victor Simões. Técnico: Mário Sérgio

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Estádio: Maracanã
Horário: 21h45

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