São Paulo - Desde o ano passado, com o objetivo de acabar com a ''farra dos convites'' e se adequar ao Estatuto do Torcedor, a CBF estabeleceu critérios técnicos para os clubes se classificarem à disputa da Copa do Brasil. As regras deram à competição um caráter mais profissional, permitindo que clubes sem expressão continuassem participando.
Para determinar as 64 equipes, a CBF criou um ranking de clubes, no qual os dez primeiros colocados estão classificados. As demais vagas foram distribuídas tendo por base uma classificação dos Estados. A entidade fez as duas listagens utilizando o desempenho das agremiações nos Campeonatos Brasileiros das séries A, B e C, a partir de 1971, e na Copa do Brasil, desde 1989. No total, estão relacionados 334 clubes.
Desta maneira, São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul, Minas e Paraná receberam o direito de ter três vagas cada. Do sexto ao 22º (PE, BA, GO, SC, PA, CE, AL, RN, ES, MA, MS, PB, DF, AM, SE, PI e MT), são duas vagas. E do 23º ao 27º (AC, RO, AM, TO e RR), só uma vaga.
No fim de 2003, Grêmio, Corinthians, Vasco, Atlético-MG, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Internacional e Santos foram os dez primeiros colocados no ranking dos clubes. Mas, como as equipes que participam da Libertadores estão excluídas da competição, Cruzeiro, Santos e São Paulo abriram vaga para Guarani, Botafogo e Fluminense, 11º, 12º e 13º colocados, respectivamente.
A ausência de São Paulo, do Santos, além de São Caetano, atuando pela Libertadores, e a classificação pelo ranking de Corinthians, Palmeiras e Guarani, permitiram que as outras três vagas paulistas da Copa do Brasil ficassem com a Portuguesa Santista, quarta colocada no Estadual de 2003, Barbarense, sexta, e Santo André, oitava.
Regulamento - O desafio dos times visitantes, nas primeiras fases, é o de conseguir vitórias por dois ou mais gols de diferença. Dessa forma, evitam o jogo de volta em casa e driblam desgaste e prejuízo quase certos.
Para tornar essas etapas mais atraentes, a CBF sempre determina que times tradicionais se desloquem nos confrontos de ida. Não é por acaso que Palmeiras, Botafogo, Vasco, Corinthians, Flamengo, Atlético-MG e Inter façam suas estréias no Norte e no Nordeste.
História - O Grêmio é recordista em finais, chegou em sete nos 15 anos do torneio, e conquistou quatro títulos. O primeiro, em 1989, na edição inaugural, contra o Sport: 0 a 0 e 2 a 1. Cuca, hoje técnico do São Paulo, fez o gol da festa, em Porto Alegre.
Em 91 e em 93, ficou com o vice-campeonato, ao ser superado respectivamente por Criciúma (de Felipão) e Cruzeiro. O segundo título veio em 94 (com Felipão), no 1 a 0 sobre o Ceará. Em 95, foi superado pelo Corinthians, mas em 97 ganhou do Flamengo. Quatro anos mais tarde, porém, se vingou do Corinthians e deu a volta olímpica no Morumbi (3 a 1).

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