Copa do Brasil começa cheia de problemas e confusão
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sábado, 10 de março de 2001
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
Pressão de políticos e dirigentes, revolta, insatisfação, desistência, alterações. A Copa do Brasil 2001 começará confusa, com mudanças de jogos e horários, às vésperas da competição. A fase de classificação está prevista para começar na próxima quarta-feira. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o número de clubes, tabela, fórmula de disputa e regulamento, com a participação de 64 equipes, de 27 federações de futebol.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, negou ter havido influência política, mas não conseguiu explicar a exclusão de alguns clubes. Segundo Teixeira, a CBF se baseou em critérios técnicos, financeiros e merecimento, na escolha dos 64 clubes, onde estão 27 campeões estaduais. Alguns clubes como o Malutron, do Paraná, fazem parte do último quesito. É um clube-empresa, com excelente perfomance nas competições que disputou. Não poderia ficar de fora, argumentou.
O Paraná Clube reclamou da ausência. O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura, protestou, mas o clube paranaense só foi incluído, porque o Bandeirante, um dos dois representantes do Distrito Federal (o outro é o Gama) desistiu na última hora de participar da competição, sob a alegação de que as despesas seriam muito altas.
A CBF, no entanto, deixou de fora clubes tradicionais, como Botafogo/SP, Avaí/SC, América/RJ, Londrina/PR e Bangu, que reinvidicavam vaga, mas foram preteridos. O Americano de Campos, time de Eduardo Viana, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio, aliado de Ricardo Teixeira teve a presença muito questionada.


