Curitiba - Indicação paranaense para receber jogos da Copa do Mundo 2014, a Arena da Baixada corre o risco de não ter seu projeto de finalização aprovado e executado nos próximos quatro anos. A ameaça, que pode tirar Curitiba da lista de sedes do Mundial, ganhou força após reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Atlético. Os 114 conselheiros presentes rejeitaram a proposta da Prefeitura, que tenta viabilizar a injeção de recursos públicos em uma obra privada.

A forma encontrada pelos administradores municipais para viabilizar as obras seria a venda do potencial construtivo da área do estádio, que poderia gerar os R$ 90 milhões que o clube classifica como gastos extras - para atender às exigências da Fifa - sobre o projeto inicial de conclusão da Arena. ''O Atlético contratou uma consultoria independente para avaliar o impacto deste acordo para os cofres do clube, que teria depois que vender este potencial construtivo no mercado'', explicou Gláucio Geara, presidente do conselho, em entrevista à Rádio Transamérica.

Segundo o dirigente, assumir tal compromisso traria uma dívida muito grande para o clube. ''Tomamos esta decisão com os pés no chão, porque a proposta oneraria o Atlético. Desde o início falamos que o clube não arcaria sozinho com os custos de conclusão da Arena nos padrões da Fifa.''

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