Planejada, anunciada e vendida como laboratório e termômetro para o Mundial de 2002, a Copa das Confederações, na Coréia do Sul e no Japão, ainda não conseguiu justificar sua condição de preliminar de luxo. O torneio com as seleções campeãs continentais começará amanhã cedo em Daegu, Coréia do Sul, onde a França enfrentará os anfitriões pelo Grupo A, que reúne ainda México e Austrália.
O Brasil está no Grupo B, cuja primeira fase será disputada no Japão, e estréia na próxima quinta-feira contra Camarões, em Kashima. A seleção da casa e o Canadá completam a chave.
Diferentemente do Mundial do próximo ano, que, apesar de ainda não estar visível nas ruas, tem seus ingressos disputados em sorteios pelos torcedores, a Copa das Confederações sofre a ameaça de ter estádios vazios, o que seria um golpe para os organizadores da Copa-2002, responsáveis também pelo torneio que começa na quarta.
Até o final da semana passada, apenas 130 mil dos 380 mil ingressos colocados à venda no Japão haviam sido vendidos – 250 mil aguardavam comprador.
Em ambos os países anfitriões, as prévias da competição já se revelaram pouco atrativas. No sábado passado, o Brasil enfrentou o Verdy Tokyo e levou 27 mil pessoas a um estádio da capital japonesa em que cabem 50 mil.
Um dia antes, na Coréia do Sul, a seleção da casa não conseguiu encher o estádio de Suwon, que foi inaugurado naquele dia e será utilizado na Copa-2002. O fato de Brasil e França contarem com equipes reservas contribui para o esvaziamento do torneio.
César é cortado – A seleção brasileira sofreu ontem a terceira baixa desde que iniciou a preparação para a Copa das Confederações. O lateral-esquerdo César foi cortado por contusão. Pelo mesmo motivo, já haviam sido desligados o meia Zé Roberto e o atacante Elber. O lateral Gustavo Nery, do São Paulo, foi convocado para o lugar de César.

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