Nuremberg - A seleção brasileira quer a tríplice coroa na decisão da Copa das Confederações contra a Argentina, quarta-feira, em Frankfurt. É o título que falta para o Brasil completar a trinca depois de levar o Mundial de 2002 e a Copa América de 2004. Carlos Alberto Parreira e os jogadores afastam o revanchismo diante dos argentinos e ressaltam que a final de Frankfurt entre duas seleções sul-americanas é uma dura lição ao futebol europeu.
Ontem, logo após a vitória da Argentina nos pênaltis (6 a 5) contra o México no tempo normal (0 a 0) e na prorrogação (1 a 1) ) , Parreira falou com exclusividade a Agência Estado sobre a grande final de quarta-feira. Ele deixava o Hotel Meridien, de Nuremberg, rumo ao aeroporto para embarcar para Frankfurt. E não poupou as seleções européias, em especial a Alemanha, anfitriã do torneio.
''Esta decisão entre Brasil e Argentina é uma prova perfeita de que talento e habilidade sempre prevalecem. São duas escolas sul-americanas decidindo uma competição na Europa, na casa deles. Foi a Argentina, poderia ter sido também o México, que é outra boa escola do lado de lá.''
A final dos sonhos de Parreira era mesmo contra a Alemanha, mas os donos da casa mostraram fraqueza nas semifinais. ''Os europeus estão jogando muito na correria, só isso. A Alemanha jogou assim contra nós e no final a habilidade resolveu. Tira a correria deles e não sobra nada.''
Entre México e Argentina, o técnico do Brasil garantiu que não torceu nem para os argentinos, nem para os mexicanos. ''Juro que não torci por uma seleção. De qualquer jeito não ia ser moleza contra nenhuma das duas. De nossa parte não há nenhum revanchismo. Será um grande jogo. Ganhamos a Copa América contra eles e seria bom conquistar a Copa das Confederações para completar a tríplice coroa com o Mundial de 2002.''
Entre os jogadores, unanimidade nos elogios aos argentinos. Começou com Ronaldinho Gaúcho. ''Estou feliz por duas seleções sul-americanas chegarem à final de uma competição internacional, ainda mais jogando na Europa. A motivação e a determinação estarão lá em cima. Contra a Argentina, tem de ser sempre dessa maneira'', disse o capitão do Brasil.
Kaká fala em jogo histórico em Frankfurt. ''Brasil e Argentina decidindo um título é jogo para entrar para a história, como foi a final da Copa América (2004). Para eles terá o gosto de revanche'', alertou o jogador do Milan.
Os jogadores e comissão técnica do Brasil tiveram o domingo de folga. A maioria dormiu até tarde. Adriano, Edu e Dida arriscaram um passeio pelo centro histórico de Nuremberg. Cicinho almoçou com o seu empresário. Lúcio passou o dia com os familiares. Parreira e seus assessores visitaram museus.
Das 18 horas (13 horas de Brasília) até por volta das 20h30, atletas e comando da seleção acompanharam a vitória da Argentina contra o México, na outra semifinal da Copa das Confederações. E embarcaram 22 horas com destino a Frankfurt. Treinam hoje à tarde na última escala do torneio.

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