COPA DAS CONFEDERAÇÕES - Brasil sofre para empatar com o Japão
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quarta-feira, 22 de junho de 2005
Agência Estado 
Colônia - Quando terminou o jogo entre Brasil e Japão, ontem, Zico foi em direção a Carlos Alberto Parreira para cumprimentá-lo. Tinha no rosto um sorriso alegre, vitorioso. Sabia que, não tivesse sido prejudicado pela arbitragem, teria chegado à semifinal da Copa das Confederações. Foi recebido com um sorriso amarelo, forçado. Parreira sabia que, não tivesse sido beneficiado por um erro de arbitragem, sairia do estádio rumo ao aeroporto para voltar ao Brasil. Mas o 2 a 2 em Colônia mantém a seleção viva (viva!?) na competição. Sábado, enfrenta a anfitriã Alemanha, às 13 horas (de Brasília). E se mantiver o ''nível'' vai precisar torcer para que o adversário não esteja inspirado. Do contrário...
Foi patético ver a seleção de um país que ganhou cinco títulos mundiais fazer cera nos acréscimos do segundo tempo, para segurar o ''empate salvador'' contra um adversário que começou a jogar futebol anteontem. E o pior é que quase não consegue. O Brasil só não levou o terceiro gol porque Marcos (que falhou no primeiro gol japonês) fez grande defesa numa cabeçada à ''queima-roupa'' de Oguro, aos 47 minutos.
A estatística do jogo, feita pela Fifa, mostra que o Brasil teve 58% de posse de bola, contra 42% dos japoneses. Significa, então, que dominou a partida? Não, significa apenas o que mostra a frieza da estatística: que a bola ficou mais tempo com o time de Parreira.
O problema foi que os jogadores não souberam o que fazer com ela. Quando encontrou espaços para jogar o Japão é veloz, toca bem a bola, mas em essência marca mal , a seleção fez algumas boas jogadas, os integrantes do quarteto fantástico (fantástico!?) fizeram tabelas e deram bonitos (e por fim inúteis) dribles.
O Brasil vencia o jogo, gols de Robinho, aos 10 minutos (após contra-ataque puxado por Ronaldinho Gaúcho) e Ronaldinho, aos 32 (após cruzamento da esquerda de Robinho). Mas o Japão teve um gol erradamente anulado pelo juiz Mourad Daami aos 4 minutos, acertou uma bola na trave, criou várias chances e fez um gol, num chute do ''meio da rua'' de Nakamura em que Marcos falhou feio ao pular atrasado.
E Parreira, que após um injustificável suspense colocara em campo o time com quatro alterações em relação à partida contra o México Marcos, Juan, Léo e Gilberto Silva nos lugares de Dida, Roque Júnior, Gilberto e Emerson, respectivamente , resolveu inventar. Tirou o centroavante Adriano e colocou Júlio Baptista, que no São Paulo era volante e no Sevilla virou meia, como atacante. Não deu certo: Júlio sentiu-se visivelmente desconfortável.
Perdendo um jogo que precisava ganhar, o Japão foi à frente e o Brasil voltou a apresentar falhas no sistema defensivo má colocação dos jogadores e marcação frouxa. E o empate acabou saindo, aos 43 minutos. Nakata acertou a trave na cobrança de uma falta, a zaga ficou assistindo e Oguro fez o gol.
A outra semifinal da Copa das Confederações será entre a Argentina e o México, no domingo, em Hanover.
EM COLÔNIA
Brasil 2
Marcos; Cicinho, Juan, Lúcio e Léo; Zé Roberto (Edu), Gilberto Silva, Kaká (Renato), Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Adriano (Júlio Baptista). Técnico: Carlos Alberto Parreira
Japão 2
Kawaguchi; Kaji, Tanaka, Miyamoto, Alex Santos; Fukunishi, Ogasawara (Koji Nakata), Nakamura, Nakata; Yanagisawa e Tamada (Oguro). Técnico: Zico
Árbitro: Mourad Daami (Tunísia)
Estádio: De Colônia
Gols: Robinho aos 10, Nakamura aos 27 e Ronaldinho Gaúcho aos 32 minutos do 1º tempo; e Oguro aos 43 minutos do 2º tempo


