COPA DAS CONFEDERAÇÕES - Brasil estréia com obrigação de ser finalista
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quarta-feira, 15 de junho de 2005
Antero Greco e<br>Luis Prósperi<br> Agência Estado 
Leipzig - Chico Buarque de Hollanda adora futebol, bate uma bolinha com regularidade e já homenageou o esporte favorito dos brasileiros em várias de suas obras-primas. O genial autor, agora, serve de referência para o que Carlos Alberto Parreira pretende da seleção em mais uma aventura na Copa das Confederações, a partir do duelo de hoje contra a Grécia, no Zemtrunstadion, em Leipzig. O treinador avisa que desta vez o time campeão do mundo não veio à Alemanha passear, não exercerá papel secundário e não está disposto a ficar parado ''e ver a banda passar''.
Um Brasil protagonista é tudo o que Parreira deseja ver em ação, de preferência já diante dos atuais campeões europeus. Mas, nos dias que antecederam à estréia (20h45 locais, 15h45, de Brasília), dividiu-se em movimentos de morde-e-assopra. Ao mesmo tempo em que estimula a auto-estima nacional, ao dizer que a seleção precisa assumir sua condição de favorita a títulos, trata de ressaltar a diferença entre uma Copa das Confederações e um Mundial.
''Uma coisa não é outra'', avisou ontem, pela enésima vez na semana. ''Pode parecer redundante, mas tem de ficar claro que a Copa das Confederações serve como fase de observação, mas não é um Mundial'', reforçou Parreira. ''Os adversários em princípio não são os mesmos, o clima não é o mesmo, embora a sede, sim, seja a mesma. Se o torcedor entender isso, também a cobrança será menor.'' A observação lhe serve de escora para eventuais tropeços.
Testes Para tanto, Parreira fará observações. Cicinho, Gilberto, Léo devem ser os mais testados, embora não esteja afastada a possibilidade de analisar opções como Maicon (que chegou ontem do Brasil, para o lugar de Belletti), Ricardo Oliveira no ataque, assim como o sistema com quatro jogadores ofensivos entre o meio-campo e o ataque.
Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Robinho se deram bem contra o Paraguai, não funcionaram como se previa diante da Argentina e estarão sob o crivo do técnico nestas duas semanas, desde que o time passe a fase inicial.
Parreira não acredita em surpresas táticas na Copa das Confederações, a começar da Grécia. ''No ano passado, ela foi surpresa, ao vencer a Eurocopa'', recordou. ''Agora, não. Não se trata de um time com craques, mas tem vários jogadores de bom nível e ótimo conjunto.'' O treinador também não promete revolucionar o sistema de jogo de sua equipe, mas como convém nessas ocasiões diz que poderá mostrar algo novo. Tomara, pois o ensaio-geral para o Mundial começa hoje, queria ou não Parreira.
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EM LEIPZIG
Brasil
Dida; Cicinho, Lúcio, Roque Júnior e Gilberto; Émerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Adriano. Técnico: Carlos Alberto Parreira
Grécia
Antonios Nikopolidis; Giourkas Seitaridis, Mihalis Kapsis, Ioannis Goumas, Panagiotis Fysas; Angelos Basinas, Stylianos Giannakopoulos, Georgios Karagounis, Theo Zagorakis; Angelos Charisteas, Zisis Vryzas. Técnico: Otto Rehaggel
Árbitro: Lubos Michel (ESL)
Estádio: Zemtrunstadion de Leipzig
Horário: 15h45 (de Brasília)


