Copa Brasil de Vôlei traz medalhistas a Curitiba
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Julio Cesar Lima<br>Equipe da Folha 
Depois de ficar afastada das quadras paranaenses por quatro anos, a oposto Elisângela, do Brasil Telecom, retorna a Curitiba neste final de semana para a disputa da Copa Brasil de Vôlei. O torneio será disputado no Círculo Militar e que reúne, além da Brasil Telecom, as equipes do Finasa/Osasco, Rexona AdeS e São Caetano/Blausiegel.
As equipes, consideradas favoritas para a disputa do título da Superliga Feminina deste ano, contam com nove das doze atletas que ganharam medalha de ouro em Pequim. Para Elisângela, o torneio será marcado pelo equilíbrio. ''Com certeza teremos jogos muito equilibrados, pois as equipes estão bem armadas'', afirmou.
Sobre o retorno a Curitiba, onde despontou nacionalmente ao defender o time do Rexona, antes da transferência para a equipe para o Rio de Janeiro, a atleta disse estar contente. ''É muito bom voltar a jogar aqui, na cidade em que comecei a minha carreira e agora volto mais madura, com a equipe do Brasil Telecom, onde temos jovens jogadoras que buscam seus espaços e isso para mim, como atleta, é gratificante'', disse.
Sobre o nível técnico da competição, Elisângela, ex-jogadora da Seleção Brasileira, sabe que há uma queda de produção logo após o término de uma competição de alto rendimento. ''Estive lá (Seleção) e sei que não ficamos na melhor forma, pois atinge um pico na seleção, depois dá uma subida, o que vai equilibrar ainda mais os jogos'', afirmou.
A campeã olímpica Paula Pequeno defende o Finasa/Osasco e acredita que a conquista em Pequim ainda surtirá muitos efeitos positivos com o decorrer do tempo. ''Apesar de toda a importância que foi a medalha de ouro, temos que ter a consciência, no meio do profissionalismo que a gente adquire com o passar do tempo, de virar a página, parar e recomeçar uma nova etapa'', declarou.
Na opinião de Paula, a competição deve ser um preparativo para a temporada. ''Para nós aqui, espero que isso não interfira nos nossos objetivos, agora não é mais Seleção, mas sim os clubes, que abrem portas para nós e que tenhamos muita responsabilidade com isso e aproveite esse momento o melhor possível'', disse. Sobre o papel de sua geração na formação e incentivo a novas atletas, Paula admite que não há como calcular a dimensão a ser alcançada. ''Esse resultado acaba sendo tão positivo que não temos a dimensão disso tudo.''
A Copa Brasil de vôlei marcará também o retorno de Fofão, Mari e Sheilla, repatriadas pelo time do São Caetano/Blausiegel, após uma temporada na Europa. A rodada de abertura começa às 18h30 de hoje com Finasa/Osasco x São Caetano/Blausiegel e, às 20 horas, jogam Rexona-AdeS x Brasil Telecom.


