Copa América tem grupos sorteados em evento no Rio de Janeiro
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
France Presse 

Rio de Janeiro - Com Brasil e Argentina pressionados, Messi em dúvida e o continente ainda sentindo o gosto amargo da Copa do Mundo da Rússia-2018, a Copa América-2019 terá o sorteio para definir seus grupos nesta quinta-feira (24), em uma edição que promete ser das mais abertas do torneio, com o Chile como atual campeão e muitas incógnitas a serem esclarecidas.
Embaixador do torneio continental que volta a ser disputado no Brasil depois de 30 anos, o ex-capitão da seleção Cafu comandará o sorteio que terá início às 20h30, na Cidade das Artes do Rio de Janeiro, e definirá os três grupos nos quais iniciarão a campanha as dez seleções da Conmebol, além dos convidados Japão e Catar, na competição a ser disputada entre 14 de junho e 7 de julho.
Em sua quinta Copa América como anfitrião, o Brasil será um dos três cabeças de chave do sorteio, ao lado de Uruguai (sétimo no ranking da Fifa), maior campeão do torneio com 15 títulos, e Argentina (11ª).
A delicada situação dos argentinos, que não comemoram um título há 26 anos, não os impediu de liderar um dos grupos, graças à classificação utilizada pela Conmebol para distribuir as equipes nos quatro potes.
No segundo pote estarão a forte Colômbia, o atual bicampeão continental Chile e o Peru, que disputou a Copa da Rússia, enquanto o terceiro recipiente terá Venezuela, Paraguai e Japão, convidado pela segunda vez a disputar o torneio de seleções mais antigo do mundo. Já no quarto pote aguardarão Equador, Bolívia e Catar, que não poderá cair no mesmo grupo da outra seleção convidada na fase de grupos.
Com a presença de lendas brasileiras do passado e do presente, como Zico, Marta e Ronaldinho, o sorteio definirá também o roteiro de viagens das seleções pelas cinco sedes de um torneio que será inaugurado no Morumbi, em São Paulo, e passará por Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre antes da grande final de 7 de julho, no Maracanã.
Briga pelo título
Foi do mítico estádio carioca que a Argentina de Lionel Messi saiu destruída em 2014, após a derrota na final da Copa do Mundo para a Alemanha, e é nesse mesmo templo do futebol que a Alviceleste sonha em acordar de seu pesadelo. Ferida desde então, a Argentina precisou passar pelo trauma de perder duas finais nos pênaltis para o Chile - nas Copas América de 2015 e 2016 - e de se classificar no sufoco para a Copa da Rússia, onde mostrou sua fragilidade até ser eliminada nas oitavas de final pela campeã França. Para piorar, desde aquele fatídico 30 de junho em Kazan, Messi não voltou a vestir a camisa alviceleste.
O Brasil também não pode relaxar. Com o trauma do 7 a 1 contra a Alemanha ainda vivo, a seleção de Neymar terá que voltar aos palcos da fatídica Copa do Mundo-2014, em que sofreu a pior derrota de sua história. Com "apenas" oito títulos continentais (contra 15 do Uruguai e 14 da Argentina), o Brasil nunca teve na Copa América uma obsessão. Mas este ano é diferente. Erguido ao status de salvador da pátria após as Eliminatórias, Tite se vê agora pressionado pela campanha decepcionante do Brasil na Copa da Rússia, aonde chegou como favorito e caiu nas quartas diante da Bélgica.
Brigam também pelo título o aguerrido Uruguai de Luis Suárez e Edinson Cavani, dispostos a esquecer a decepção russa - foram eliminados pela França nas quartas -, e o bicampeão Chile. Depois de ver sua geração dourada fazer história dois anos seguidos, o Chile viveu o anticlímax em 2017 ao ficar de fora da Copa da Rússia. Agora, sob o comando do colombiano Reinaldo Rueda, buscará dar a volta por cima.


