Depois ter sido suspensa e adiada para janeiro do próximo ano em função da guerrilha na Colômbia, a Copa América de futebol começa hoje com um forte aparato de segurança – 4.500 policiais vão proteger as seleções – e sem a confirmação da presença da Argentina. Além da indecisão dos argentinos, a competição teve a baixa do Canadá que desistiu de ir à Colômbia e foi substituído às pressas pela Costa Rica. Duas partidas abrem a competição esta noite: o Equador pega o Chile, às 20 horas, e a anfitriã Colômbia enfrenta a Venezuela, às 22h45, ambos em Barranquilla, pelo Grupo A.
O temor pelo terrorismo afetou ainda boa parte das seleções e esvaziou a competição. O Brasil, por exemplo, perdeu o zagueiro Lúcio e o atacante Elber que não foram liberados por Bayer Leverkusen e Bayern de Munique. O volante Mauro Silva desistiu na última hora de embarcar com a delegação brasileira. ‘‘Eu não viajei não por estar com medo. Decidi não embarcar por não concordar com a organização da competição’’, afirmou o jogador durante coletiva ontem, em São Paulo.
A equipe da Polícia Federal brasileira que acompanha a Seleção em Cali e usa a diplomacia para dividir a guarda do time com os policiais colombianos. O grupo da PF, que integra o serviço de segurança do órgão, reúne cinco agentes, sob a chefia do delegado da Interpol em Brasília Alberto Lasserre.
Apesar de darem as diretrizes do esquema de segurança, os agentes da PF estão dividindo o trabalho com um contingente bem mais numeroso, o da Polícia Nacional da Colômbia, que disponibilizou 80 homens para proteger a seleção, entre especialistas em explosivos e em sequestros.
A Argentina definiria ontem à noite sua participação ou não na Copa América. A equipe deve atuar tendo como base o time sub-20 campeão mundial, cujo destaque é o meia Saviola.

mockup