Caracas - A edição 2007 da Copa América começa hoje e se estenderá até 15 de julho sem chamar muita atenção e sem o brilho de antes. O torneio, que outrora era a grande atração do continente e um sonho para qualquer jogador, convive hoje com o descaso de muitas estrelas, que abriram mão da disputa. Casos dos brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Kaká, que preferiram as férias.
''Antigamente os jogadores brasileiros e argentinos atuavam em seus próprios países e isso fazia com que a rivalidade fosse muito grande e todos queriam disputar o Campeonato Sul-Americano. Hoje em dia a maioria dos atletas vive nos países europeus, longe do clima da América e por isso acaba não levando a competição tão a sério como ela deveria ser levada'', disse Evaristo da Macedo, que já defendeu a seleção brasileira como jogador e técnico.
O Brasil é o atual campeão e defende o título conquistado em 2004, no Peru. Apesar de jogar com um grupo muito desfalcado, os jogadores asseguram que seguiram para a Venezuela com o único pensamento de trazer na bagagem o bicampeonato. Promessa da principal estrela da companhia.
''Creio que todos os jogadores que seguiram com a seleção brasileira têm como pensamento servir o Brasil da melhor forma possível e conquistar o título. Podem apostar que não faltará esforço e que estamos concentrados no único objetivo de trazermos essa taça'', disse o atacante Robinho, campeão espanhol pelo Real Madrid.
O Brasil tem grande necessidade de vencer a Copa América para diminuir a vantagem de argentinos e uruguaios, que já conquistaram a taça em 14 ocasiões, exatamente o dobro dos brasileiros, campeões sete vezes. Paraguai e Peru ergueram o troféu em duas ocasiões, enquanto colombianos e bolivianos sentiram o gostinho de dar a volta olímpica uma única vez.
O torneio desse ano ainda leva em consideração o aspecto político, pois o presidente Hugo Chávez tenta fazer da competição mais uma prova de que seu sistema socialista é vitorioso. O político, que volta e meia critica os colegas George Bush, dos Estados Unidos, e Lula, do Brasil, voltou a cutucar os brasileiros dias antes da abertura.
''Tenho certeza de que a Venezuela vai golear o Brasil nesta Copa América'', disse Hugo Chávez, que garantiu total segurança aos atletas dos Estados Unidos apesar das difíceis relações diplomáticas entre os dois países.


EM MÉRIDA

Uruguai

Carini; Diogo, Lugano, Rodríguez e Fucile; Pablo García, Pérez, Canobbio e Recoba; Estoyanoff e Diego Forlán. Técnico: Oscar Tabárez

Peru

Flores; Acasiete, Vílchez, Rodríguez e Villamarín; Bazalar, MariÀo, Juan Carlos de la Haza e Herrera; Farfán e Pizarro. Técnico: Julio César Uribe

Árbitro: Não divulgado
Estádio: Metropolitano
Horário: 19 horas (de Brasília)





EM SAN CRISTÓBAL

Venezuela

Vega; Rey, Vielma, Rojas e Vallenilla; Fernández, Mea Vitali, Luis Vera e Arango; Maldonado e De Ornelas. Técnico: Richard Páez

Bolívia

Galarza; Hoyos, Raldes, Alvarez e PeÀa; García, Reyes, Galindo e Joselito Vaca; Arce e Nelson Sossa. Técnico: Erwin Sánchez

Árbitro: Não divulgado
Estádio: Pueblo Nuevo
Horário: 21h45 (de Brasília)

mockup