COPA AMÉRICA - Parreira não quer saber de provocações com o Uruguai
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segunda-feira, 19 de julho de 2004
Agência Estado 
Lima - Evitar jogos de palavras e não responder a provocações. São essas as primeiras orientações de Carlos Alberto Parreira para o confronto do Brasil, amanhã, contra o Uruguai, pela fase semifinal da Copa América. O técnico chegou até a elogiar o adversário, pela tradição no futebol e as boas exibições apresentadas ao longo da competição.
Parreira ainda estava radiante por causa da goleada por 4 a 0 sobre o México, anteontem, mas também não quis entrar em polêmica com o treinador derrotado, Ricardo Lavolpe.
Durante os dias que antecedaram à partida disputada na cidade de Piura, no norte do Peru, o técnico do México disse que não perdera o sono, ao contrário, dormira bem, e que ficara com mais apetite ao saber que jogaria contra o Brasil. ''A resposta, no futebol, é dentro de campo. Só isso, mano'', resumiu Parreira, certo de que o clássico vai ter as suas peculiaridades.
''Tenho dúvidas de que o Uruguai vai partir para a frente. Pode ser uma partida cautelosa, em que ambos vão tentar vencer no erro do outro.'' A rivalidade entre Brasil e Uruguai pode ser uma atração a mais no jogo que definirá uma vaga à final da Copa América.
Mas, desde já, Parreira, não quer saber de piadinhas ou frases de efeito que possam ser entendidas pelos uruguaios como menosprezo ou algo parecido. Ele reiterou que o futebol brasileiro é temido em consequência das conquistas, e não por 'apelos ou intrigas'.
''Até entendo a reação de alguns quando enfrentam uma equipe com status de pentacampeã mundial. Nada nos importa, porém, além de jogar bem e vencer'', comentou o treinador.
O técnico vai manter o time da goleada sobre o México e hoje à tarde pretende comandar um treino no Estádio Nacional de Lima para tentar aprimorar alguns detalhes táticos. Parreira gostou da disposição do grupo na partida de domingo e disse que não ficou surpreso com a excelente atuação do Brasil. Destacou que sabia da capacidade da equipe, afirmando que a altitude de Arequipa, sede do Brasil na primeira fase da Copa América, foi prejudicial no desempenho de vários atletas.
''Ao vir para o nível do mar, a seleção evoluiria muito em todos os aspectos: tático, técnico e físico'', declarou o treinador.
De acordo com o preparador físico Moraci Sant'Anna, a seleção teve um rendimento bem melhor em Piura, por que os jogadores se sentiam mais leves, sem a forte pressão dos 2.350 metros de altitude de Arequipa.


