Copa Africana põe Mundial na mira
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Rodrigo Bueno e Sandro Macedo<br> Folhapress 
São Paulo - A mais esperada Copa Africana de Nações começa hoje. A edição deste ano, que inicia ameaçada pela violência, é a que mais se aproxima de uma Copa do Mundo e joga luzes sobre o torneio pioneiro que a África do Sul irá organizar.
A anfitriã Angola, que, sexta-feira, viu um atentado promovido pelas Forças de Libertação do Estado de Cabinda (Flec) à seleção do Togo, enfrenta Mali no jogo de abertura da primeira Copa Africana de Nações realizada num país cujo idioma oficial é o português.
Algumas das principais estrelas do futebol mundial, e que estarão na Copa no meio do ano, desfilarão pelos gramados angolanos. Drogba, Essien, Mikel, Eto'o e Yaya Touré são alguns dos craques que integram seleções integrantes da 27 edição da tradicional competição africana de seleções, que começou a ser jogada em 1957.
Das seis seleções africanas que estarão no primeiro Mundial realizado em solo africano, apenas a África do Sul, sede da Copa, não se classificou para a fase final da Copa Africana de Nações.
Angola, que fica relativamente perto da África do Sul, tentará ser o primeiro país que fala português a alcançar as semifinais da competição - na última edição, foi às quartas.
O Egito, atual bicampeão da disputa, é o maior ganhador de troféus no continente e continua como a maior ameaça aos países da África Negra - são seis conquistas, contra quatro de Camarões e Gana, outras potências da bola na região.
Diferentemente de outros anos, em que importantes jogadores deixaram de participar da disputa, neste não houve polêmica na liberação dos atletas. Boa parte dos jogadores se apresentou às suas seleções ainda no final de 2009, desfalcando em especial a Europa.
Será a edição de maior visibilidade da história do torneio, que tem como favorita ao título a Costa do Marfim, que está no grupo do Brasil na Copa do Mundo. Com Drogba, Yaya Touré, Kalou, Eboué, Kolo Touré, Zokora e Dindane, consagrados em ligas europeias, notadamente o badalado Inglês, tem condição de ir à semifinal do Mundial, o que nenhum país africano conseguiu.
Adebayor, uma das estrelas africanas que estão na disputa do torneio, foi uma das vítimas do atentado que matou o motorista do ônibus, o assessor de imprensa e um técnico-adjunto da seleção do Togo e feriu sete pessoas, dentre elas dois jogadores. Apesar do ataque, a Confederação Africana de Futebol decidiu manter a competição.
Jogadores do Togo queriam o cancelamento da disputa. Em represália ao ataque, os togoleses se retiraram da Copa Africana - outras seleções ameaçam tomar a mesma atitude. A máxima entidade do futebol, que celebra o primeiro Mundial na África, sabe que qualquer problema em Angola respingará na Copa.


