Procurado pela Folha, o coordenador da equipe londrinense, Eugênio Zaninelli, negou que já tivesse dispensado Cláudio Bertolino. Porém, ao ficar sabendo que o assunto se tornou público, o coordenador se irritou com as informações prestadas pelo técnico e confirmou a demissão.
''Combinei que poderíamos ter que fazer o acerto dele em março, porque estávamos com uma equipe muito grande e precisamos cortar. E como os atletas da marcha são poucos, seriam absorvidos pelos outros treinadores'', afirmou.
''Na verdade, estava esperando pela resposta de um novo investidor para que pudéssemos manter ele e outras pessoas. Mas depois disso, não dá para continuar (com o treinador)'', acrescentou Zaninelli.
O coordenador confirmou, porém, que a nova filosofia da equipe está sendo cada vez mais de ''afunilar o trabalho e concentrar maior investimento'' nos atletas e modalidades que estejam dando maiores resultados. ''Não desmerecendo o trabalho, mas a equipe de marcha estava com poucas pessoas e tínhamos outras prioridades'', argumentou.
Eugênio Zaninelli ressaltou que a equipe conta hoje com nove pessoas na comissão técnica e outras cinco no setor administrativo. A equipe estava sem técnico de salto e foi efetivado este ano um treinador específico para acompanhar o trabalho de salto em altura, em distância, salto-triplo e com vara. O mesmo acontecendo com os atletas das provas com barreira, que agora contam com assistente técnico especialista. ''São duas modalidades que têm entre 30 e 40 atletas cada, bem mais que a marcha atlética, que estava com um grupo reduzido'', justificou o coordenador.
Sobre a denúncia de que o marchador Francisco Tenório se lesionou em função de imperícia técnica, Zaninelli, que era seu treinador na época, disse que a afirmação não procede e nem que o atleta tenha sido dispensado por estar machucado. ''Nunca fiz isso. Na verdade, dispensei-o por indisciplina'', defende-se. (J.K.)

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