Convocação provoca divergência
Ed Carlos Rocha e
Edmundo Inagaki
A relação dos 22 jogadores que comporão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da França, divulgada ontem pelo técnico Zagallo, não poderia deixar indiferentes os mais de 150 milhões de técnicos espalhados pelo Brasil. Em Curitiba, pessoas ligadas ao futebol como presidentes de clubes, técnico, jogador e torcedor fizeram uma avaliação mais positiva dos convocados.
O presidente em exercício do Atlético Paranaense, Ademir Adur, disse que achou a Seleção ‘‘um pouco velha’’ demais para uma competição da importância da Copa: ‘‘Vimos contra a Argentina que o time não corre muito e que parece estar sempre cansado. Tinha que ter mais jogadores novos, de mais fôlego.’
Para o técnico do Coritiba, Valdyr Espinosa, com exceção de um ou outro nome, os convocados são os melhores do Brasil. Ele gostou muito da convocação de Giovanni: ‘‘É um jogador que vai aumentar a qualidade do meio-de-campo do Brasil.’’
Na opinião de um dos mais duros críticos ao trabalho de Zagallo à frente da Seleção, o jornalista Juca Kfouri, que esteve ontem em Curitiba mediando um seminário sobre economia, a lista é uma demonstração de força do treinador. ‘‘Analisando os nomes, fica evidente que o Zagallo foi absoluto na convocação. O Zico não passa de uma figura decorativa na comissão técnica’’.
Kfouri gostou da lembrança do zagueiro Márcio Santos, do São Paulo, e do meia-campo do Barcelona, com Giovanni e Rivaldo. ‘‘Achei ótimo levar o Márcio Santos no lugar do Cléber, do Palmeiras, que não vive seu melhor momento. E durante a preparação, o Márcio vai ganhar a vaga do Júnior Baiano para formar a dupla de zaga titular ao lado do Aldair. E esse meio-campo avançado do ‘Barça’, com Giovanni e Rivaldo, foi a melhor coisa que poderia ter feito’’.

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