Convocar a atacante Érika para reforçar a seleção brasileira de vôlei no Mundial do Japão, em novembro, será uma decisão do técnico Bernardo Rezende. O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, garantiu, ontem, que a entidade adotou todas as providências necessárias para que Érika tenha condições de jogar o Mundial, obtendo o ‘‘cartão rosa’’. A carterinha é fornecida a toda atleta aprovada no teste de feminilidade exigido pela Federação Internacional de Vôlei (Fivb). Érika deverá viajar para a França, em breve, para fazer o teste em um laboratório indicado pela Fivb.
Érika Kelly Pereira Coimbra, de apenas 18 anos e 1,80 m, atacante de ponta do Rexona/Curitiba, um dos maiores destaques da Superliga de 97/98, passou por uma cirurgia de correção de uma disfunção hormonal (apresentava excesso do hormônio testosterona) e aguarda o chamado ‘‘cartão rosa’’ para poder defender a seleção.
O Brasil foi tricampeão do GP, domingo, ao derrotar a Rússia, com um time bem modificado em relação ao que ganhou a medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta, em 96, e ainda sem Ana Moser e Fernanda Venturini, que só vão apresentar-se para o início dos treinamentos ao Mundial, a partir de segunda-feira, em Curitiba.

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