Convidados da Copa América decidem Copa da Ásia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de fevereiro de 2019
Luís Curro<br>Folhapress 

São Paulo - Sede da Copa do Mundo de 2022, na qual estreará em um Mundial, e um dos convidados da Copa América deste ano, no Brasil, o Catar faz bonito na Copa da Ásia. Muito longe de ser considerada favorita, a seleção catariana ganhou todos os seis jogos que fez, os três da primeira fase, o das oitavas de final, o das quartas de final e a semifinal.
Derrubou, nesta ordem, Líbano (2 a 0), Coreia do Norte (6 a 0), Arábia Saudita (2 a 0), Iraque (1 a 0), Coreia do Sul (1 a 0) e Emirados Árabes Unidos (4 a 0), país-anfitrião do torneio. Sauditas e sul-coreanos, ressalte-se, estiveram na Copa do Mundo da Rússia, no ano passado.
A passagem à decisão é uma façanha. Jamais o Catar tinha ido além do quinto lugar (em 1984 e em 1988) em suas nove participações na mais importante competição do continente. Mais que isso, detém o melhor ataque (16 gols marcados) e a melhor defesa (nenhum gol sofrido). Pelo que fez até agora, chegará à final desta sexta-feira (1º), ao meio-dia no horário de Brasília, não como azarão, mas em condições de fazer uma partida de igual para igual com o Japão, nação mais vezes campeã da Copa da Ásia, quatro vezes (1992, 2000, 2004 e 2011).
Mesmo que não supere os japoneses (também convidados para a Copa América, que começa em junho), a não ser que sofra uma goleada vexatória, algo improvável, o Catar sairá muito por cima da Copa da Ásia. Pois até o vice-campeonato será considerado o melhor resultado da história da seleção de futebol do País, cujas maiores conquistas são três Copas do Golfo (1992, 2004 e 2014), torneio de relevância limitada disputado pelos países do Golfo Pérsico.
Na semifinal, diante da seleção local, os catarianos tiveram mais problemas com a ira da torcida (38.646 torcedores estiveram no estádio Mohammed Bin Sayed, em Abu Dabi) do que com o oponente, devido a vaias, provocações e lançamento de objetos no gramado. Motivo: os países não têm boas relações diplomáticas. Desde 2017, os Emirados Árabes boicotam comercialmente o Catar, acusado de dar suporte a ações terroristas.


