Josué de CarvalhoComo vai serO secretário Gino Azzolini fala do futuro do esporte londrinense: com a UEL e um assessorA Autarquia Municipal de Esportes e Turismo de Londrina (Ametur) vai deixar de existir. Na reforma administrativa que a Câmara de Vereadores votará, ainda este ano, elimina o órgão que tem por objetivo promover eventos e campeonatos esportivos na cidade, mas que na realidade não presta serviços ao esporte e nem faz turismo. O custo da autarquia londrinense aos cofres do município gira em torno de R$ 2 milhões. Gino Azzolini, secretário geral, disse à Folha, ‘‘que um convênio com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) será firmado pela Prefeitura, no qual o Centro de Educação Física e Desportos da UEL vai administrar os ginásios (Moringão, Maria Cecília e Alceu Malucelli), e colocando em prática o Projeto Comunidade Ativa. Esse convênio já está sendo apreciado no Conselho da UEL e assim que for aprovado, vamos firmar o contrato, que praticamente desativa a Ametur.’’ No Projeto Comunidade Ativa, o pessoal da UEL vai desenvolver várias atividades, inclusive para pessoas da terceira idade.
Mas Gino explicou que além da UEL, a Prefeitura terá um assessor de esportes, cargo que deverá ser criado com a reforma. ‘‘Esse assessor vai decidir sobre pedidos do esporte londrinense, o que tem ou não interesse à comunidade’’, disse. Apesar de não ter um nome pronto, Gino Azzolini afirma que conhece pessoas com capacidade para exercer essa função. Disse ainda que esse assessor vai trabalhar diretamente ligado a sua secretaria. ‘‘Não vale a pena deixar essa pessoa ligada a outra secretaria. Falaram na Educação, mas trabalhando aqui, tudo será facilitado para o bom desenvolvimento, e até para liberação de verbas seria mais fácil’’, conclui.
O fim da Ametur não chega a ser surpresa, porque em sua campanha o prefeito Antônio Belinati chegou a falar sobre isso. Por duas vezes se comentou o fim do órgão municipal. E na realidade, o órgão hoje em dia tem apenas a finalidade de repassar dinheiro para os clubes conveniados com a Prefeitura. Como o Autódromo Internacional Ayrton Senna vai ser terceirizado, o Estádio do Café já não tem administração da Ametur, nenhuma competição é organizada pelo órgão e é por essas razões que a Ametur deixa de existir.

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