Apesar de ter confirmado que será submetido a uma cirurgia no joelho esquerdo, o meia Raí garantiu, mesmo abatido, que voltará a jogar futebol por mais dois anos e meio. ‘‘Chorei e pensei em abandonar a carreira por alguns momentos, mas serei forte para superar este obstáculo’’, afirmou. Os médicos do São Paulo já haviam decidido pela operação e esperavam uma decisão do jogador. ‘‘Conversei com especialistas e a minha família, que me deixaram mais tranquilo’’, disse Raí. O meia estava com medo de fazer a cirurgia, pois nunca havia se contundido com tanta gravidade. ‘‘Segundo os médicos, a operação terá quase 100% de êxito’’, completou.
A lesão de Raí é complicada. Ele sofreu uma ruptura nos ligamentos e precisará, por meio de uma artroscopia, reconstrui-los. A cirurgia demora cerca de duas horas e deverá ser realizada no Hospital Albert Einstein, na próxima semana. A equipe médica ainda não foi definida. O principal ligamento atingido foi o cruzado anterior, responsável pela articulação entre o fêmur e a tíbia. ‘‘Teremos de implantar um pedaço do tendão patelar para fixar o ligamento’’, explicou o médico do clube, Antônio Sanches.
Arquivo FolhaOito meses foraRaí no departamento médico do São Paulo: operação inevitávelNos três primeiros meses após a operação, Raí vai ter de passar por sessões de fisioterapia e reforço muscular. No quarto, poderá correr sem forçar o joelho; no quinto, começará o trabalho físico; e, no sexto, os treinos com bola. O prazo de recuperação, no entanto, poderá durar até oito meses. ‘‘Será um período difícil, mas, com paciência, voltarei a jogar no próximo ano’’, acredita o meia são-paulino.
Romário - O ‘‘especialista em Romário’’, fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, o mesmo que deu o jogador como apto para disputar a Copa da França, agora mudou o tom do seu discurso, afirmando que o Baixinho, para se recuperar totalmente das constantes lesões, precisa ficar afastado da bola durante muito tempo. E concluiu: ‘‘Uma coisa é fazer treinamento e outra é participar das partidas’’. Romário, que voltou a se contundiu quarta-feira contra a Ponte Preta, desfalca o Flamengo no jogo desta tarde, contra o Grêmio.
O fisioterapeuta disse que considerou uma temeridade a participação de Romário nos jogos do Flamengo na Holanda, onde disputou a Copa Umbro, no início deste mês, mas que foi voto vencido. ‘‘Afinal, o Flamengo tem uma comissão técnica e...’’, acrescentou, sem concluir.
Na sua opinião, a receita para o artilheiro do Flamengo é um longo período de abstinência de jogos, substituído por um rigoroso trabalho de recondicionamento.
Giuseppe Taranto, um dos médicos do Flamengo, por sua vez, discorda do fisioterapeuta, ao afirmar que ficar longe da bola não é a receita ideal para Romário, porque o jogador, ‘‘como todos nós, precisa se desintoxicar’’. E acrescentou: ‘‘O futebol é a alma dele, é a sua poesia’’.
O médico explicou que a medicina não tem uma resposta segura para diagnosticar por que uns jogadores se contundem mais do que os outros, incluindo aí a famosa coxa direita de Romário. ‘‘Nós não podemos substituir sua coxa por outra em melhor estado’’, disse Taranto.Arquivo FolhaIncógnitaRomário em uma sessão de fisioterapia: futuro indefinidoDas agências

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