Contusão não abreviará carreira
São Paulo - O superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que é médico e participou da cirurgia no tornozelo esquerdo do goleiro Rogério Ceni, disse que a lesão sofrida pelo atleta não terá consequências mais graves devido à idade do atleta (36 anos) e nem deve abreviar a carreira do jogador.
Rogério, capitão são-paulino, sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo no treino de segunda-feira, no CCT da Barra Funda, e ficará fora dos gramados por aproximadamente seis meses - a pior lesão da carreira do atleta, que o deixa fora das finais do Campeonato Paulista e da Libertadores.
''Tenho certeza de que não haverá sequela a curto prazo. Ele vai voltar a jogar nas melhores condições possíveis. O fato de ele ter operado imediatamente (após a lesão) já reduz o quadro inflamatório. Pela qualidade do Rogério, acho que é só mais um caso (normal). Com o avanço da fisioterapia esportiva e o tratamento que o São Paulo oferece, penso que o resultado será bom'', disse Cunha. ''Claro que pode acontecer alguma coisa (diferente da previsão), mas eu não acredito''.
Rogério se contundiu em uma disputa de bola com o atacante André Lima, mas se machucou sozinho - o pé ficou ''preso'' no gramado. O jogador teve que colocar uma placa com seis parafusos no tornozelo.
Cunha voltou a ressaltar que o prazo previsto para a recuperação do jogador ficará entre quatro e seis meses, mas não descartou que o atleta volte aos gramados de forma antecipada, em até três meses. ''O tempo é normal é mais ou menos quatro, cinco ou seis meses. Mas existem interferências que são imprevisíveis. Esse prazo (de três meses) pode até ser alcançado, mas seria um lucro, um ótimo, e a medicina não pode trabalhar com o ótimo'', finalizou. (Folhapress)





