Contrato com a LJT irá até 2006
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O gestor Iran Campos anunciou ontem que o contrato de parceria entre a Londrina Junior Team (LJT) e o Londrina Esporte Clube será cumprido integralmente até 2006. Mas alertou que o contrato deve sofrer algumas ''adequações'' necessárias para proteger a LJT de ações judiciais contra o Londrina. ''Nossos advogados começam a partir de amanhã (hoje) a estudar possíveis alterações que preservem os interesses das duas partes'', afirmou Campos, que pela primeira vez deu declarações públicas após a eliminação do time na Série B deste ano. O receio é de que juridicamente o patrimônio da LJT jogadores, por exemplo seja usado para pagar as dívidas trabalhistas e penhoras do Londrina.
Os empresários Júlio Lemos e Jurandir Barroso, membros do grupo gestor, chegaram a cogitar no início do mês a possibilidade de uma quebra de contrato e uma inevitável multa rescisória, que hoje estaria avaliada em quase R$ 2 milhões. Campos e Lemos são os principais acionistas da LJT, empresa que cuida das categorias de base do Tubarão.
Mesmo com esta decisão, os gestores deixaram entender que não abandonaram a idéia de criar dentro da LJT uma equipe profissional. ''Isso é uma possibilidade, podemos nos filiar à Federação Paranaense e também à CBF e começar a disputar as divisões de acesso do futebol paranaense'', ratificou Campos, que rechaçou as falsas informações de que se criaria um clube para concorrer com o Londrina. ''Esta idéia nunca passou por nossa cabeça. O Londrina é o clube que queremos ver bem, independente de quem esteja à frente. Mas é claro que de preferência seja um grupo da cidade'', prosseguiu o empresário, que se auto-denomima um apaixonado pelo Tubarão.
O grupo oficializou ontem sua retirada do departamento de futebol a partir de 31 de dezembro. Campos e Lemos, mantenedores do time, não pretendem custear as despesas na próxima temporada, o que inclui o Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro. A primeira justificativa para o desligamento é o problema financeiro. Segundo Campos, o grupo não tem mais condições de custear uma nova empreitada. ''É impossível continuar, não temos mais forças financeiras para isso'', disse. Embora o discurso oficial diga que não, é inegável que a eliminação do time também pesou muito na decisão. ''Dentro do nosso planejamento não ocorreu o esperado. O time não correspondeu dentro de campo e acabou eliminado. Na segunda fase, a expectativa era de uma renda maior'', ponderou Campos.
Como o time avançou mais um passo na Copa Sesquicentenário, os contratos do elenco serão reavaliados. A folha de pagamento deve ser reduzida até o final do ano. ''Não será nada impositivo, vamos chamar os jogadores para conversar e ver se cada um deles aceita ou não'', afirmou o gestor.
Futuro O presidente da diretoria executiva, Osvaldo Sestário Filho, também presente na reunião que oficializou o fim da parceria, afirmou que espera viabilizar até o fim do ano alguma ajuda finaceira para custear o time em 2004. O dirigente confirmou ainda a desistência do presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), Peter Silva, que havia tornado pública sua pré-disposição de concorrer nas eleições presidenciais do Londrina, em dezembro. ''Quero buscar algumas alternativas nestes três meses, e se conseguir algo de concreto, podemos indicar algum nome para assumir o clube, ou até eu mesmo continuar como presidente no próximo ano'', admitiu Sestário.


