Eles foram contratados a peso de ouro para os padrões do futebol paranaense. Chegaram cheios de badalação, viraram centro das atenções em suas respectivas equipes, mas não evitaram o fim precoce da temporada 2006 para seus clubes. Os medalhões chegaram para ''decidir'', mas acabaram largando seus clubes na mão, a maioria com problemas de contusão, e viram o campeonato acabar mais cedo, gerando uma interrogação em quem os contratou: até que ponto compensa investir em jogadores famosos, mas veteranos?
Apesar da decepção geral, nenhum dos cartolas ouvidos pela Folha admitiu que errou ao apostar nos chamados medalhões. Preferem exaltar o equilíbrio do campeonato, a força dos rivais e a ''falta disso ou daquilo'' do que culpar esse ou aquele jogador.
O Paranavaí trouxe três nomes conhecidos do torcedor brasileiro, sendo dois para dentro e um para fora dos gramados. O ex-zagueiro Célio Silva foi o comandante do lateral-direito Vítor, campeão mundial com o São Paulo e que passou por Cruzeiro, Vasco, Corinthians e Real Madrid, e do volante Vágner, que passou por Palmeiras e Flamengo. Célio Silva, no entanto, deixou o clube depois de ver seu capitão, Vágner, atirar a braçadeira no chão após ser substituído. Os desentendimentos culminaram na eliminação do clube. No time, ainda estavam o meia Ethiê e o atacante Cahê, revelados por São Paulo e Palmeiras, respectivamente.
A diretoria do Vermelhinho não quis culpar as estrelas pelo fracasso. ''Não podemos nos arrepender. Fizemos uma parceria, que não deu certo, e aí tivemos que correr atrás de jogadores em cima da hora. O Vágner foi embora, Vítor nos ajudou muito'', disse o diretor de futebol do Paranavaí, Lourival Furquim.
O Cianorte apostou nos gols de Sinval para repetir as boas campanhas de anos anteriores. O time começou bem e o atacante também, mas uma contusão o tirou da equipe e tirou o time do Paranaense. Na última rodada, o Cianorte viu sua vaga nas quartas-de-final ser entregue ao Iraty após ser goleado em casa pelo Atlético por 5 a 1. ''O Sinval nos ajudou, fez gols, era um cara de grupo, mas depois se machucou'', lamentou o diretor de futebol do clube, Luís Carlos Bersani, que fez um alerta: ''Hoje, para contratar um jogador experiente, com certa idade, tem que pensar bem. Eles machucam bem mais fácil do que os outros, têm um risco maior de lesão''.
Em Rolândia, a decepção foi maior. Pela primeira vez o clube abriu mão do investimento modesto e resolveu abrir os cofres para trazer os badalados Carlos Alberto Dias e Agnaldo. Dias foi o melhor jogador do time na pré-temporada. Quando o campeonato começou, não conseguiu repetir o mesmo desempenho nas duas primeiras rodadas e na terceira, se machucou. Foram sete jogos fora do time e, quando estava recuperado e o Nacional afundando, preteriu o time para ir ajudar o amigo Ricardo Pinto, no Marcílio Dias-SC.
Já Agnaldo, depois de mais de seis meses parado por causa de problemas no joelho direito, não foi nem de longe o matador que todos esperavam ver em campo. Fez apenas dois gols, sendo um de pênalti e ainda perdeu uma penalidade. Com juniores na vaga dos veteranos, o Nacional conseguiu evitar o rebaixamento. ''Tivemos azar. O Dias machucou logo que chegou e o Agnaldo não rendeu porque não estava na sua forma ideal'', lamentou o presidente Danilson Alves de Oliveira.

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