Alegria em Mandaguari; tristeza em Arapongas. Esse foi o panorama ontem das comissões técnicas e jogadores do Águia-Mandaguari e Arapongas após o jogo final da Série A-2 (terceira divisão) do Campeonato Paranaense, realizado domingo, em Mandaguari (33 km a leste de Maringá). Com a vitória de 4 a 2, o Águia conquistou o título e manteve uma invencibilidade de 25 partidas. O feito rendeu ao time homenagens da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Mandaguari. Em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), os jogadores do time local vivem um clima de apreensão com o atraso de três meses de salários. Nem o vice-campeonato e a garantia de uma vaga na Série A-1 (segunda divisão) serviram para o Arapongas conseguir apoio na cidade.
A diretoria do Águia, composta pelo presidente Jair Piazentim e o diretor administrativo Osvaldo Sehnem, traça planos para a temporada 2002. A intenção é ir atrás de patrocínio para viabilizar uma boa campanha do time na Série A-1. Sem calendário para o resto do ano, o elenco entrará de férias. Os dirigentes discutem nos próximos dias a situação do técnico Roberto Fonseca. ''Ainda estamos saboreando a conquista'', justificou Fonseca, destacando a qualidade dos jogadores e o respaldo da diretoria pela boa campanha de seu time.
Os jogadores do Arapongas aguardam com expectativa pelo recebimento de parte dos salários. Alguns jogadores sequer têm dinheiro para voltar para casa. O diretor de futebol Mauro Morishita acumula funções no 15 de Piracicaba, que disputa a Série B do Brasileiro, e praticamente abandonou o Arapongas. ''Não vejo luz no fim desse túnel'', afirmou o técnico Luis Antônio ''Bugo'' Correia, descrente numa solução do problema a curto prazo.

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