Contraste marca a volta dos jogadores da Arábia
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quarta-feira, 24 de dezembro de 1997
Agência Estado 
Romário chegou como rei. Ronaldinho, como estrela. E Bebeto, derrotado. Os três grandes craques da Seleção Brasileira desembarcaram no Rio, após a conquista da Copa do Rei, na Arábia Saudita, com humor e recepção diferentes. Romário trouxe a chuteira de ouro de artilheiro, o troféu de segundo melhor jogador do torneio - depois de Denílson - e vestiu a camisa do Flamengo, para delírio de 20 rubro-negros que foram ao aeroporto comemorar o terceiro retorno ao clube.
Romário, desta vez, prometeu não sair mais da Gávea. Assim como espera não romper a parceria com Ronaldinho no ataque da Seleção até a Copa da França. É um casamento que não tem fim, disse. Para Romário, o fim de ano foi perfeito. Voltou da Arábia para a praia da Barra, para jogar futevôlei, como titular de Zagallo e como maior estrela de um dream team (time dos sonhos) que o Flamengo começa a montar para 1998. O clube já conseguiu Zé Roberto, Rodrigo e Romário, deve manter Renato Gaúcho, Júnior Baiano e Clemer e ainda tentará Giovanni, do Barcelona.
Bebeto, em negociações com o Banco Excel para jogar no Botafogo, deverá ser rival de Romário no Maracanã. O atacante perdeu na Arábia a batalha para jogar ao lado de Ronaldinho na Seleção. Chegou abatido. Só quem o procurou foi a mulher, Denise. Bebeto não admite que tenha fracassado na Copa do Rei. Sua estratégia agora deverá ser buscar uma vaga no meio-de-campo. Sempre joguei como meia-direita e para mim não terá mistério.
Ronaldinho chegou como quem está em dívida com o público: escondido. Saiu pela porta 3 de desembarque, quando todo o resto do time desembarcou na saída 4.


