Contra os reservas do Nacional, Atlético decide o primeiro lugar
Ed Carlos Rocha
De Curitiba
Já classificados para a próxima fase da Taça Libertadores da América, Atlético e Nacional (do Uruguai) decidem hoje, a partir das 21h40, na Arena da Baixada, quem fica com o primeiro lugar do grupo 1. Nesta briga, que encerra a primeira fase da competição continental, a vantagem é do Rubro-Negro, que pode até perder por um gol de diferença.
O Atlético está na liderança com 13 pontos e tem sete gols de saldo. O Nacional é o segundo, com dez pontos e três gols de saldo. Por isso, o representante brasileiro só perde o primeiro lugar se for derrotado por, no mínimo, dois gols de diferença. Nesse caso, ambas as equipes ficariam empatadas no número de pontos (13) e no saldo de gols (5), mas a equipe uruguaia levaria a vantagem no maior número de gols marcados.
Conforme determina o regulamento, quem ficar em primeiro lugar no grupo classificatório tem como vantagem fazer a segunda partida da próxima fase, que é mata-mata, em casa. Os adversários de Atlético e Nacional sairão do grupo 8, no qual Atlético Mineiro, Bolivar e Cobreloa brigam pelas duas vagas.
Para os jogadores do Rubro-Negro, a vantagem é boa e não deve ser desprezada. É uma boa vantagem decidir em casa a partir da segunda fase porque a torcida é um ponto forte a nosso favor. Por isso, temos que aproveitar também o fato de jogar na Baixada contra o Nacional para ganhar e confirmar o primeiro lugar, disse o meia Adriano.
Para o lateral-direito Luisinho Netto, além de conseguir a liderança, a equipe tem que ganhar também para entrar na segunda fase com moral elevado. Não desenvolvemos um bom futebol nas duas últimas partidas, contra Emelec e Paraná Clube, e é importante que a gente vença para ter ainda mais confiança daqui para frente.
O meia Kelly prevê que a briga pelo primeiro lugar será complicada. E a explicação está no fato de o Furacão não ser mais surpresa. Esse é argumento de praticamente todos os jogadores atleticanos para explicar as dificuldades encontradas nas últimas partidas.
A nossa jogada mais forte, que é a movimentação constante e as trocas de passes pelo meio, está sendo bem marcada, como deve acontecer contra o Nacional. E não estamos encontrando uma forma de superar isso, detalha Kelly.
O técnico Oswaldo Alvares anda preocupado também com a passividade da equipe. Após o primeiro tempo da partida contra o Paraná, no domingo, o treinador reclamou bastante dos jogadores. Para o técnico que, eles estavam sendo marcados pelo Paraná Clube com muita facilidade. Temos que jogar mais, com mais velocidade e movimentação para fugirmos da marcação e abrirmos os espaços rumo ao gol, orienta.
E as dificuldades podem ficar ainda maiores sem a dupla titular de atacantes. Lucas foi expulso na última partida contra o Emelec, em Guayaquil, e tem que cumprir a suspensão automática. No treino de ontem pela manhã, Kléber torceu o tornozelo esquerdo e também pode ficar de fora. Alvarez vai esperar até minutos antes da partida para anunciar os titulares. Mas é provável que Silas seja o substituto de Lucas, o que deixaria a equipe mais consistente no meio-campo. Adauto deve ocupar a vaga de Kléber.
Além de brigar pelo primeiro lugar do grupo, o Furacão defende a invencibilidade de 20 jogos, cinco dos quais pela própria Libertadores.
O Nacional parece já estar satisfeito com com a segunda colocação, o que o levaria a um confronto contra o líder do grupo 8 no momento, o Atlético Mineiro. Uma demonstração disso, é a decisão do técnico Hugo De León, que preferiu poupar oito de seus titulares. Eles sequer viajaram ao Brasil.
Em meio a muitos jovens, que vão fazer sua estréia na equipe principal, destaques para o zagueiro brasileiro Jorjão (ex-Coritiba), o cabeça-de-área Scotti e o meia Morales, mantidos do time que vinha atuando na Libertadores.





