São Pau­lo - O Ma­ra­do­na jo­ga­dor foi um gê­nio. O téc­ni­co Ma­ra­do­na é uma por­ca­ria. A maio­ria dos ar­gen­ti­nos pen­sa as­sim ho­je. O Mes­si do Bar­ce­lo­na é um gê­nio. Já o Mes­si da se­le­ção ar­gen­ti­na é uma por­ca­ria. Pos­si­vel­men­te ne­nhum ar­gen­ti­no pen­sa is­so.
  Po­rém os nú­me­ros de Mes­si são ter­rí­veis sob o co­man­do de Ma­ra­do­na, que ten­ta ho­je con­tra o Pe­ru, às 19 ho­ras, em Bue­nos Ai­res ali­viar a cri­se da Ar­gen­ti­na, amea­ça­da de não ir pa­ra a Co­pa.
  Com­pa­ran­do o nú­me­ro de ­gols mar­ca­dos por Mes­si nes­te iní­cio de tem­po­ra­da na Eu­ro­pa (na úl­ti­ma, ga­nhou tu­do o que po­dia e deu ­mais ­show ain­da) com os ­gols no qua­li­fi­ca­tó­rio sul-ame­ri­ca­no com seu ído­lo, dá pa­ra di­zer que ele jo­ga só 1/6 do que faz no clu­be es­pa­nhol.
  En­tre Li­ga dos Cam­peões e Cam­peo­na­to Es­pa­nhol, Mes­si fez nes­ta tem­po­ra­da ­seis ­gols em 546 mi­nu­tos. Nas eli­mi­na­tó­rias, sem con­tar acrés­ci­mos, ele ano­tou só uma vez em 540 mi­nu­tos. E foi num 4 a 0 em ca­sa na Ve­ne­zue­la - não foi de­ci­si­vo, por­tan­to, pa­ra o pla­car.
  ­Além de Mes­si, só os ex­pe­rien­tes Za­net­ti e Hein­ze atua­ram nos ­seis jo­gos da Ar­gen­ti­na de Ma­ra­do­na nas eli­mi­na­tó­rias, mas o pri­mei­ro foi re­ser­va con­tra a Co­lôm­bia e o se­gun­do foi subs­ti­tuí­do dian­te do Equa­dor. Já fo­ram 30 atle­tas usa­dos nas par­ti­das da Ar­gen­ti­na em ape­nas ­seis due­los, e só Mes­si não foi tro­ca­do por Ma­ra­do­na.
  Ma­ra­do­na, que ne­gou on­tem que po­de re­nun­ciar ao car­go, en­fren­ta crí­ti­cas até dos que tan­to o ado­ra­vam. Uma pes­qui­sa fei­ta pe­lo diá­rio ‘‘­Ol钒 on­tem, da­va que, mes­mo com a Ar­gen­ti­na in­do pa­ra a Co­pa, 63,5% dos tor­ce­do­res do ­país que­rem vê-lo fo­ra da equi­pe. É com Ma­ra­do­na e Mes­si sob in­ten­sa pres­são que a Ar­gen­ti­na, que não dei­xa de ir ao Mun­dial des­de 1970, ten­ta ir à Co­pa.

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