Contra-ataque a arma do LEC para desafio em Criciúma
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segunda-feira, 23 de setembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
O Criciúma não é um bicho de sete cabeças, mas é um time de sete vitórias em sete jogos como mandante na Série B do Campeonato Brasileiro.
Enfrentando este temível cartel, o Londrina tenta seu segundo bom resultado consecutivo, fato ainda inédito no caminho instável que a equipe percorre na Segundona.
Hoje, às 20h30, diante do Criciúma, o mais tradicional clube do estado vizinho do sul, terceiro colocado e um dos favoritos para ascender à Série A, o LEC deve mais uma vez testar sua capacidade de contra-atacar.
O objetivo, segundo o treinador, é vencer o primeiro dos dois desafios em Santa Catarina. ''Vamos jogar para vencer. Chegamos a um ponto que o empate já não é o bastante'', disse Cenci por telefone à Folha, logo após desembarcar na cidade do jogo. Na sexta-feira, o adversário será o líder do campeonato, o Avaí, de Florianópolis. O Londrina está na 11colocação do campeonato por aproveitamento percentual soma 48,5% dos pontos disputados.
Além de ter que quebrar um tabu de 11 jogos (o Criciúma não perde em casa desde 29 de maio), os números atestam as dificuldades que o representante paranaense deve ter em sua 12 apresentação no certame. O adversário fez 17 gols contra 9 do Tubarão e venceu o dobro de jogos 8 contra 4.
A única comparação que credencia o LEC no embate é o número de gols tomado ambos levaram 9. A consistência defensiva que fracassou por erros individuais em algumas partidas deve ser o ponto fundamental da equipe.
O Criciúma é um time de ótimo preparo físico, decorrente de uma pré-temporada longa e proveitosa, tem uma força de conjunto baseada em um entrosamento raro entre as equipes que disputam a Série B, além de lançar mão de táticas ousadas, como a marcação-pressão na saída de bola dos adversários.
Mas, segundo o trabalho do assistente-técnico do LEC, Nei César, que observou a última apresentação dos catarinenses (vitória contra o Remo, 2 a 1), do outro lado haverá um time com buracos defensivos a serem explorados.
Cenci deve apostar na vitalidade do lateral-direito Vandinho para surpreender o Criciúma. Fábio, que substitui João Pessoa, contundido, deve ser fixado na defesa. O atacante Paraguaio, nenhum gol no campeonato, ganhou a posição de Neizinho justamente por ser um velocista. César jogará ao seu lado. Marcelo Silva terá a missão de municiá-los. Se depender de retrospecto, a torcida londrinense pode se animar: no palco do jogo desta noite, o meia marcou dois gols na vitória do Marcílio Dias (2 a 1), seu clube no primeiro semestre, sobre o Criciúma, no último Catarinense.


