Cônsul está ansioso para assistir Verdão em Londrina
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terça-feira, 19 de novembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<BR>Reportagem Local 
''Defesa que ninguém passa/linha atacante de raça/torcida que canta e vibra''. Os versos mais conhecidos do Hino do Palmeiras nunca estiveram tão distante da realidade como neste último final de semana.
Quando os palmeirenses acordaram na manhã quente de ontem descobriram que o pesadelo do rebaixamento causa incomôdos que vão além de uma noite de sono. O sabor da frustração ressuscitou com força no dia seguinte. As chacotas, principalmente de corinthianos e são-paulinos, dominaram a segunda-feira com cara de Quarta-Feira de Cinzas.
Do Calçadão ao Camelódromo, dos bares da periferia aos restaurantes mais refinados, da Rua Sergipe aos shoppings, o assunto também foi obrigatório em Londrina, a cidade que foi buscar em São Paulo seus times para torcer.
''É como se a seleção brasileira tivesse perdido uma final de Copa do Mundo. A sensação é a mesma'', lamenta o comerciante Roberto Fedato, 57 anos. ''Nossa! O quê recebi de e-mail...'', queixa-se o ex-presidente da Tutti tifosi del Palestra, organizada que fez alegria de cerca de 60 homens maduros na década de 90, com almoços, com churrascos, com idas ao Parque Antártica para assistir os jogos do Verdão.
Fedato é bem mais que um sócio com as mensalidades em dia. Paulista de Presidente Prudente, o ex-dentista é cônsul do Palmeiras em uma vasta região, que vai de Ourinhos (SP) a Maringá. Ele diz que encara ''na esportiva'' a onda de provocações. ''Futebol tem que ser uma diversão'', justifica. Para ele, o demanche feito por Vanderlei Luxemburgo, a ''inexperiência'' e as falhas individuais dos zagueiros levaram o Palmeiras à Série B. ''Só não uma coisa: para quem torcer quando jogar Londrina e Palmeiras. Apesar de ser uma partida muito especial, acho que nem vou ao jogo'', brincou sobre o confronto certo entre Tubarão e Palmeiras na Segundona.


